A política de Mato Grosso entrou em modo de observação após declarações do vice-governador Otaviano Pivetta sobre uma eventual mudança no comando do Executivo estadual. Pivetta afirmou que acompanha atentamente os cenários e estuda alternativas para o primeiro escalão caso venha a assumir o Palácio Paiaguás a partir de abril.
A possibilidade está ligada a uma decisão do governador Mauro Mendes, que pode deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. Embora ainda não haja definição oficial, o cenário político já começa a provocar movimentações internas e análises estratégicas dentro do governo.
Vice-governador admite que monitora opções para o primeiro escalão
Em entrevista ao programa Veja Bem MT, Otaviano Pivetta deixou claro que o tema já está no radar. Segundo ele, acompanhar possíveis mudanças faz parte da responsabilidade institucional de quem ocupa a Vice-Governadoria.
Ao afirmar que está “ligado” e atento à pauta, Pivetta sinalizou que não trata o assunto como algo distante. A avaliação envolve tanto a continuidade de políticas em andamento quanto a necessidade de eventuais ajustes na equipe, caso a transição se confirme.
Abril surge como marco decisivo no calendário político
O mês de abril concentra dois fatores relevantes. O primeiro é a possível saída de Mauro Mendes do governo, caso confirme a candidatura ao Senado. O segundo é o prazo legal para desincompatibilização de secretários que pretendem disputar as eleições.
Pelo menos seis integrantes do atual primeiro escalão devem deixar seus cargos até o dia 4 de abril, conforme determina a legislação eleitoral. Esse movimento, independentemente de quem esteja no comando, já altera a dinâmica administrativa do Estado.
Secretarias podem passar por reconfiguração estratégica
A saída simultânea de secretários cria lacunas que precisam ser preenchidas rapidamente. Caso Otaviano Pivetta assuma o governo, a escolha dos novos nomes ganha peso político e administrativo.
A definição do primeiro escalão costuma refletir prioridades de gestão, perfil técnico e articulação política. Mesmo que parte da equipe seja mantida, a transição pode abrir espaço para ajustes pontuais e redistribuição de funções estratégicas.
Continuidade administrativa e expectativas internas
Internamente, o discurso é de cautela. A avaliação de cenários não significa mudança imediata, mas preparação para diferentes possibilidades. A ideia é garantir continuidade administrativa e evitar impactos em projetos em execução.
A eventual ascensão de Pivetta ao comando do Estado ocorre em um contexto de ano eleitoral, o que amplia a atenção sobre decisões e nomes escolhidos. O vice-governador evita antecipar movimentos, mas admite que o cenário exige planejamento.
Perguntas e respostas
Por que Otaviano Pivetta pode assumir o governo?
Porque Mauro Mendes pode deixar o cargo para disputar o Senado.
Quando essa mudança pode ocorrer?
A partir de abril, caso a saída do governador se confirme.
Por que secretários precisam deixar os cargos até abril?
Por exigência da legislação eleitoral para quem pretende concorrer.




