Por que Mato Grosso tem um “bico” entre Amazonas e Pará? Entenda o que explica o mapa; veja vídeo

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Quem observa o mapa de Mato Grosso pode perceber uma formação curiosa no extremo norte do estado: uma estreita faixa territorial avança entre Amazonas e Pará até terminar em uma ponta. O desenho, conhecido regionalmente como Pontal dos Apiacás ou Pontal de Mato Grosso, não surgiu por acaso. Os rios Juruena e Teles Pires ajudam a explicar o formato peculiar dessa divisa. Documentos oficiais confirmam que os dois cursos d’água delimitam essa porção do território mato-grossense.

Dois rios desenham as fronteiras de Mato Grosso

A oeste, o rio Juruena estabelece parte da divisa entre Mato Grosso e Amazonas. Já a leste, o Teles Pires funciona como divisor natural entre Mato Grosso e Pará. Assim, o território situado entre os dois rios fica progressivamente mais estreito conforme os cursos d’água avançam em direção ao norte.

Diferentemente das fronteiras formadas por linhas retas, essa área acompanha elementos naturais. Por isso, o formato do extremo norte mato-grossense reflete diretamente a geografia da região.

O ponto onde três estados se encontram

A faixa territorial termina justamente na região da confluência entre o Juruena e o Teles Pires. É nesse encontro que se forma o rio Tapajós, um dos importantes rios da Bacia Amazônica. O local também marca a região da tríplice divisa entre Mato Grosso, Amazonas e Pará.

A partir dali, o Tapajós segue pelo Norte do país até desembocar no rio Amazonas, no Pará. Portanto, aquele pequeno “bico” observado no mapa está diretamente relacionado à configuração da rede hidrográfica brasileira.

Região também guarda presença histórica dos Apiaká

A área é conhecida como Pontal dos Apiacás e mantém uma ligação histórica com o povo indígena Apiaká. Registros sobre esse povo apontam que seu território tradicional compreende áreas dos rios Juruena e Teles Pires e identificam a região como Pontal do Mato Grosso ou Pontal dos Apiacás.

Assim, uma característica que pode parecer apenas uma curiosidade cartográfica revela a influência dos rios na definição das fronteiras estaduais e também uma região marcada pela história indígena e pela presença da Floresta Amazônica no extremo norte de Mato Grosso.

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