Um policial penal foi condenado por levar celulares à Cadeia Pública de Tangará da Serra. O juiz condenou Josiel Alves da Silva Ferreira a 11 anos de prisão nesta quinta-feira (9). Apesar da sentença, o ex-servidor responderá em liberdade até o trânsito em julgado.
A investigação revelou que o agente usava o cargo para facilitar a entrada de itens ilegais. Além disso, ele perdeu a função pública e o porte de arma.
O esquema que funcionava dentro da cadeia
Segundo a investigação, o policial recebia aparelhos de terceiros e os levava para dentro do presídio e cobrava cerca de R$ 2,5 mil. Em um dos flagrantes, ele pegou uma sacola com vários celulares e os distribuiu entre detentos.
Celulares dentro de presídios facilitam crimes fora das unidades. Facções utilizam os aparelhos para coordenar tráfico, extorsões e até homicídios.
Defesa contesta, mas Justiça mantém condenação
A defesa argumentou que as imagens não comprovavam o crime e criticou a denúncia do Ministério Público. No entanto, o juiz rejeitou os pontos apresentados. Ele destacou que depoimentos e registros de câmeras formam um conjunto consistente de provas.
A decisão também reforça que não houve violação ao direito de defesa. Para o magistrado, os elementos do processo confirmam a prática ilegal.
Impacto na segurança pública
O delegado Igor Sasaki afirmou que a condenação envia um recado claro. Segundo ele, ações como essa fortalecem o combate ao crime organizado, que atua mesmo dentro das prisões.
“É uma resposta importante para a segurança pública. Nós sabemos que dentro dos presídios têm lideranças das facções que dão ordens de crimes graves”, afirmou Sasaki.
Porque permitem que presos comandem crimes fora da cadeia, dificultando o controle do Estado.
Eles entram por falhas na segurança, corrupção de agentes ou visitantes.
Ele pode perder o cargo, direitos funcionais e cumprir pena conforme decisão judicial.






