A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, liderou nesta quarta-feira (18) a Operação Mar de Fraude. Os agentes atuaram em conjunto com as polícias civis de Pernambuco e da Paraíba para desmontar uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas. Os criminosos atraíam vítimas com supostas ofertas de hospedagem em Fernando de Noronha, cobravam pelos pacotes e desapareciam com o dinheiro.
Os golpistas criaram empresas fictícias e abriram contas bancárias falsas para simular negócios no ramo hoteleiro. Eles divulgaram anúncios atrativos nas redes sociais e sites de busca, oferecendo preços abaixo do mercado. Quando os consumidores efetuavam os pagamentos, os criminosos encerravam o contato e sumiam com os valores.
Polícia apreende carros de luxo, dinheiro e celulares em MT e PB
A equipe da Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Várzea Grande (MT) e um em João Pessoa (PB). Os policiais apreenderam cerca de R$ 13 mil em dinheiro vivo, uma picape Amarok V6, um Honda HR-V, vários aparelhos celulares e outros objetos de valor. Os investigadores agora analisam os dados coletados para identificar todos os envolvidos no esquema.
O delegado Ruy Peral, responsável pela operação, informou que a investigação segue em andamento. Ele afirmou que a polícia vai rastrear todos os beneficiários do golpe e desarticular a cadeia completa da organização criminosa.
Golpes no turismo crescem e exigem atenção redobrada
A fraude que usou o nome de Fernando de Noronha não é um caso isolado. Golpistas têm explorado o setor de turismo para aplicar golpes digitais com frequência crescente. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que os crimes cibernéticos ligados a viagens aumentaram 36% entre 2022 e 2024.
Especialistas em segurança digital alertam para os principais sinais de golpe: preços muito baixos, empresas sem CNPJ válido, falta de avaliações em plataformas confiáveis e exigência de pagamento via transferências bancárias diretas. Os especialistas recomendam que consumidores usem sempre meios de pagamento seguros e pesquisem antes de fechar qualquer negócio.
Perguntas frequentes
Criaram sites falsos de hotéis e cobraram por pacotes inexistentes.
A polícia identificou parte da quadrilha e segue investigando outros envolvidos.
Sim, mas apenas em sites confiáveis, com CNPJ válido e boas avaliações.





