A polícia prendeu Rafael Modilhane, conhecido como “Cicatriz”, nesta segunda-feira (24/2), após ele confessar que jogou uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras, em novembro do ano passado. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua casa, na zona norte de São Paulo, os agentes apreenderam diversos itens. Além disso, a investigação busca identificar um possível segundo envolvido no caso.
Polícia prende torcedor que arremessou cabeça de porco no clássico entre Corinthians e Palmeiras
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 25, 2025
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Relembre o caso
No dia 4 de novembro de 2024, durante a 32ª rodada do Brasileirão, um torcedor atirou uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena. O episódio ocorreu exatamente no momento em que Raphael Veiga, jogador do Palmeiras, se preparava para cobrar um escanteio. Diante da cena, o atacante Yuri Alberto, do Corinthians, rapidamente afastou o objeto para que o jogo pudesse continuar.
Antes da partida, Rafael Modilhane gravou vídeos comprando a cabeça de porco e provocando os torcedores rivais. Em um dos registros, ele afirmou: “Se for para mexer com o psicológico de vocês, nós vamos mexer. Aqui é Corinthians”. A polícia acredita que ele aproveitou a queima de fogos na entrada das equipes para colocar o objeto no gramado. Dessa forma, a ação foi premeditada com o objetivo de impactar o rival.
Prisão e investigações em andamento
Na última quarta-feira (19/2), Rafael compareceu a uma audiência na sede do Corinthians, no Parque São Jorge. Como resultado, o clube o proibiu de acessar suas dependências até que ele pague a multa imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD). Conforme o Artigo 213 do Código Desportivo Brasileiro, punições para esse tipo de infração variam entre R$ 100 e R$ 100.000,00.
Após a audiência, Rafael se pronunciou em suas redes sociais. Ele alegou que não tem condições de pagar o valor e afirmou que seu ato foi em defesa do clube. “Se naquele dia arremessei aquela cabeça de porco, foi porque sabia o que aquele jogo significava. Era o mais importante do ano. E a gente sempre mostra nossa força em cima deles”, declarou.
Durante a busca em sua residência, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a polícia apreendeu celulares, máscaras, capacetes e uma moto usada no dia do clássico. Além disso, Rafael revelou que outra pessoa pode ter participado do incidente. Agora, a 6ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) investiga a identidade do possível segundo envolvido.
Nova cabeça de porco aumenta rivalidade
No último dia 6 de fevereiro, um novo episódio de provocação intensificou a rivalidade entre os clubes. Durante a madrugada que antecedeu o primeiro clássico entre Corinthians e Palmeiras no ano, alguém deixou uma cabeça de porco na entrada do Allianz Parque, estádio do Palmeiras. As imagens da cena rapidamente viralizaram nas redes sociais e geraram fortes reações de ambas as torcidas. Como resposta, os torcedores palmeirenses colocaram um gambá morto próximo ao estádio – uma provocação comum entre os rivais.
Agora, a polícia investiga se Rafael Modilhane tem alguma relação com essa nova ação, já que a estratégia utilizada se assemelha ao caso do ano passado.
Perguntas frequentes
A polícia prendeu Rafael após ele confessar que jogou a cabeça de porco no clássico entre Corinthians e Palmeiras, em novembro de 2023.
A polícia apreendeu objetos em sua casa e iniciou investigações para identificar um possível segundo envolvido no caso.
O clube proibiu Rafael de frequentar suas dependências até que ele pague a multa imposta pelo STJD.
A polícia investiga essa possibilidade, pois o caso recente apresenta semelhanças com o ocorrido no ano passado.









