A Polícia Militar prendeu duas mulheres grávidas na noite de quarta-feira (21), dentro do Shopping 3 Américas, em Cuiabá, após flagrá-las furtando produtos nas lojas Renner e Lojas Americanas. Policiais conduziram as suspeitas sob escolta por corredores do shopping, enquanto populares filmavam a ação. As imagens circulam amplamente nas redes sociais e geraram indignação e debates sobre o tema.
Vídeo viraliza e levanta questionamentos
Imagens gravadas por frequentadores mostram os policiais escoltando as mulheres até a saída do centro de compras. Apesar do flagrante, as autoridades ainda não divulgaram o valor dos itens furtados, tampouco informaram se recuperaram os produtos.
Ao chegarem na delegacia, uma das mulheres alegou ser menor de idade e ambas tentaram impedir a gravação de vídeos, recusando-se a responder perguntas da imprensa. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) assumiu a investigação e apura se as envolvidas participam de outros crimes semelhantes.
Sistema penal pode oferecer medidas alternativas
A legislação brasileira permite que gestantes respondam em liberdade por certos crimes, caso preencham os requisitos legais. O Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a possibilidade de prisão domiciliar para mulheres grávidas ou mães de crianças de até 12 anos, desde que não apresentem risco à sociedade.
Nesse caso, a Justiça deve avaliar o grau de envolvimento das suspeitas, a eventual reincidência e o histórico de antecedentes criminais antes de definir se aplicará medidas alternativas à prisão.
Perguntas frequentes
Porque a Polícia Militar flagrou as mulheres furtando produtos em lojas como Renner e Lojas Americanas, dentro do shopping, em Cuiabá.
Pode, mas a Justiça pode substituir a prisão por medidas alternativas, dependendo do caso e do histórico da suspeita.
Uma das detidas alegou ser menor, mas a polícia ainda apura a informação para confirmar a idade oficialmente.


