Uma operação realizada nesta sexta-feira (25) pela Delegacia do Consumidor (Decon) resultou na prisão de quatro comerciantes no Shopping Popular de Cuiabá. Eles foram flagrados vendendo bebidas alcoólicas destiladas falsificadas, como uísques, vodkas e licores. Durante a ação, os policiais apreenderam mais de 300 garrafas adulteradas, armazenadas sem qualquer controle de origem, rótulo confiável ou segurança sanitária.
Garrafas continham metanol e substâncias tóxicas
A equipe da Decon identificou que os produtos comercializados usavam líquidos impróprios para consumo humano. Segundo o delegado Rogério Ferreira, a composição dessas bebidas costuma conter metanol, corantes e aromatizantes sintéticos, que causam sérios danos à saúde, podendo provocar desde intoxicações leves até cegueira e morte, dependendo da concentração e da exposição.
O delegado destacou que os responsáveis fabricam essas bebidas em ambientes precários, sem qualquer vigilância sanitária, misturando substâncias industriais com restos de bebidas de origem duvidosa. Os comerciantes presos admitiram que adquiriam os produtos por preços muito abaixo do mercado, o que já apontava para a falsificação.
Prisões revelam risco à saúde e à economia legal
A venda de bebidas adulteradas representa um crime grave contra a saúde pública e também prejudica o setor de bebidas legalmente estabelecido, que segue normas rigorosas de produção e tributação. A prática alimenta o mercado clandestino e engana o consumidor, que paga por um produto sem garantia de qualidade ou segurança.
Os investigadores acreditam que a operação de falsificação possui ramificações em outros pontos da capital e intensificarão as fiscalizações nos próximos dias. A polícia alerta que, além dos riscos à saúde, o consumo desses produtos pode resultar em internações e custos adicionais ao sistema público de saúde.
Consumidores devem desconfiar de preços muito baixos
A Decon recomenda que os consumidores fiquem atentos a preços excessivamente baixos, embalagens mal lacradas ou com rótulos com erros de impressão. Os consumidores devem evitar produtos sem nota fiscal ou de origem desconhecida, pois oferecem riscos à saúde. Além disso, a população pode denunciar a venda de bebidas suspeitas por meio dos canais oficiais da Polícia Civil.
Os policiais levaram os quatro comerciantes à delegacia, onde eles vão responder por crimes contra o consumidor e à saúde pública. As investigações seguem em sigilo para identificar os fornecedores e a possível rede envolvida na falsificação.
Perguntas frequentes:
Eles vendiam uísques, vodkas e licores falsificados.
Elas contêm metanol e outros produtos químicos tóxicos que podem causar intoxicação grave e até morte.
Preços muito baixos, rótulos com erros e falta de nota fiscal são sinais de falsificação.









