Polícia Penal encontra celulares e drogas em concreto de cela em presídio de Várzea Grande; veja vídeo

Policiais penais descobriram celulares e porções de droga escondidos dentro de blocos de concreto na Penitenciária Ana Maria do Couto, em Várzea Grande. As equipes realizaram a apreensão durante o cumprimento de mandados da Operação Patrono do Crime. As imagens da ação mostram os agentes quebrando o concreto para acessar os itens, que estavam camuflados em pontos indicados pelas investigações.

A operação faz parte do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, e visa combater a atuação de facções criminosas dentro do sistema prisional.

Advogado usava profissão para fortalecer facção dentro e fora dos presídios

As autoridades identificaram um advogado de Várzea Grande como peça central na articulação da organização criminosa. Ele usava sua profissão para entrar nas unidades prisionais, repassar informações estratégicas, negociar com criminosos e facilitar a entrada de materiais ilícitos. Segundo os investigadores, o advogado também coordenava ações fora dos presídios, como a venda ilegal de armas e a recuperação de veículos roubados mediante pagamento das vítimas.

A polícia já havia flagrado o advogado tentando entrar com cigarros ilegais na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Agora, ele responde por envolvimento direto com organização criminosa, tráfico de drogas, comércio de armas, falsidade ideológica e fraude processual.

Advogado planejou fraude com gravidez para tirar detenta da prisão

Durante a apuração, os investigadores descobriram que o advogado tentou fraudar a Justiça ao planejar, junto com uma detenta, a forja de uma gravidez. O objetivo era transformar a pena da mulher em prisão domiciliar. A Justiça identificou a tentativa e manteve a detenta presa. Mesmo assim, ela chegou a dar à luz dentro da penitenciária.

Polícia cumpre mandados e prende cinco pessoas

A operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em Várzea Grande, Cuiabá e nas penitenciárias PCE e Ana Maria do Couto. Os alvos incluíram o advogado investigado e quatro presos — dois homens e duas mulheres. A Polícia Civil coordenou a operação com apoio do GCCO, DRACO, FICCO, Polícia Penal e demais unidades integradas.

Perguntas frequentes

Como esconderam drogas e celulares no presídio?

Os criminosos camuflaram os itens dentro de blocos de concreto nas celas.

O que o advogado fazia para a facção criminosa?

Ele usava sua profissão para repassar informações, facilitar o tráfico e intermediar crimes.

Por que a OAB suspendeu o advogado?

Porque ele virou alvo de investigação por envolvimento direto com o crime organizado.

Mhylenna

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