A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na quinta-feira (3), a primeira fase da Operação Gado Branco, que investiga o roubo de 90 cabeças de gado ocorrido em uma fazenda localizada na zona rural de Cuiabá. O crime, ocorrido no dia 29 de abril, evidenciou a atuação de quadrilhas especializadas na prática do “abigeato” — nome jurídico para furto ou roubo de animais em propriedades rurais — e reforçou a preocupação crescente com a segurança no campo.
Quadrilha armada invadiu fazenda e fez família refém
No início da manhã, por volta das 6h, criminosos armados invadiram a fazenda e renderam quatro pessoas: o proprietário, de 69 anos; sua mãe, de 88; o caseiro, de 50; e a esposa dele, de 45. Os criminosos mantiveram as vítimas sob ameaça durante quase 12 horas e obrigaram o fazendeiro a realizar transferências bancárias via Pix. Em seguida, os bandidos iniciaram o carregamento do gado.
Denúncia interrompe ação criminosa e PM recupera parte do rebanho
A filha do proprietário percebeu a movimentação suspeita e acionou a Polícia Militar. Os agentes flagraram três integrantes da quadrilha ainda no local, enquanto carregavam 98 cabeças de gado. Os policiais interromperam o roubo e devolveram os animais recuperados ao dono. No entanto, a quadrilha já havia realizado um carregamento anterior, com 90 cabeças, e escapou antes da chegada da polícia.
Polícia Civil identifica receptador e recupera mais 13 animais
Assim que recebeu o caso, a Derf iniciou as investigações e localizou parte do gado roubado em uma fazenda da região. Os policiais prenderam um fazendeiro de 66 anos por receptação e recuperaram 13 cabeças de gado, que também foram devolvidas ao legítimo proprietário.
Os investigadores seguem mapeando a atuação do grupo e buscam prender os mandantes do roubo, além de identificar os atravessadores e demais receptadores envolvidos no esquema.
Perguntas frequentes
A Polícia ainda investiga, mas já prendeu um receptador e identificou parte da quadrilha.
O valor estimado ultrapassa R$ 500 mil, dependendo do peso e da raça dos animais.
Ela rastreia movimentações suspeitas, analisa câmeras e fiscaliza propriedades da região.
