A polícia revelou os nomes de oito suspeitos presos por envolvimento no assalto à agência do Sicredi em Brasnorte, no noroeste de Mato Grosso. O crime aconteceu na tarde da última quinta-feira (31) e mobilizou uma megaoperação interestadual. As prisões, feitas em Mato Grosso e Rondônia, mostram a estrutura organizada da quadrilha — que, segundo investigações, contou com o apoio direto de dois policiais militares.
Quadrilha tinha membros de MT e RO
As investigações identificaram os seguintes presos:
- Osvaldo Pereira de Souza, 40 anos
- Rodrigo Silva Lucena, 35
- Cristian Riveiro Galvão, 30
- Eduardo José Lopes de Moraes, 30
- Luiz Carlos da Silva Júnior, 27
- Lucas Vinícius de Amorim da Silva, 26
- Fabrício da Silva Lima
- Valdemar do Nascimento Alves
Equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), delegacias da Regional de Tangará da Serra e da Polícia Civil de Rondônia localizaram parte do grupo em Vilhena (RO). Os demais foram capturados ainda em Brasnorte, pouco após a fuga.
Depoimento de esposa revela bastidores: reunião em marmoraria e aluguel de armas
O depoimento da esposa de um dos envolvidos abriu uma nova linha de investigação. Segundo ela, os criminosos se reuniram dias antes do crime em uma marmoraria pertencente a um homem conhecido como “Baba”. No encontro, estavam também “Paraíba”, “Macarrão”, além de Osvaldo, Cristian e Eduardo.
A mulher confirmou que o grupo alugou as armas com Rubens Fernando Marcelo, o “Nando”, através de uma negociação conduzida por Daniele, ex-esposa de “Paraíba”, que receberia R$ 150 mil pelo serviço.
Policiais militares facilitaram fuga por pagamento
O caso ganhou contornos ainda mais graves com a revelação de que dois policiais militares — identificados como cabo Amaral e cabo Carvalho — atuaram diretamente para garantir a fuga dos criminosos. Segundo o relato, os PMs simularam uma troca de tiros, mas retardaram a perseguição para dar vantagem à quadrilha. A Corregedoria-Geral da PM abriu processo disciplinar e reafirmou a política de “tolerância zero” contra condutas ilegais.
Ambos os militares já estão presos e à disposição da Justiça.
Quadrilha comemorou roubo em posto de combustível
Logo após o assalto, parte da quadrilha comemorou o roubo em um posto de gasolina. Durante o rastreamento, as forças de segurança prenderam “Macarrão” e interceptaram diversos veículos. Barreiras, ações de inteligência e apoio aéreo facilitaram o cerco. Nenhum dos presos apresentava lesões no momento da detenção.
O delegado Frederico Murta, coordenador da CORE, afirmou que a operação continua.
Perguntas frequentes
Os nomes incluem Osvaldo Pereira, Cristian Galvão e mais seis suspeitos ligados ao crime organizado.
Sim. Dois PMs foram presos por supostamente facilitar a fuga dos criminosos.
Numa marmoraria em Brasnorte, durante uma reunião liderada por um homem apelidado de “Baba”.



