A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um homem suspeito de integrar uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes, que atuava com foco na revenda ilegal desses veículos na Bolívia. A Operação Ciclo Fechado, deflagrada nesta quinta-feira (13), em Araputanga, resultou na captura do criminoso após quatro meses de investigação intensa.
A Delegacia de Araputanga, com apoio da Delegacia Regional de Cáceres, cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além da quebra de sigilo telefônico. As provas reunidas confirmam que o investigado cometeu o crime de furto qualificado, utilizando métodos sofisticados e atuando em parceria com outros membros da organização criminosa.
Quadrilha furtava caminhonetes com chave falsa e agia durante a madrugada
A investigação começou em agosto, quando uma Toyota Hilux foi furtada em frente ao Cartório Eleitoral de Araputanga. A proprietária, moradora de Tangará da Serra, viajava a lazer e se hospedava em um hotel no centro da cidade. Durante a madrugada, os criminosos furtaram o veículo utilizando uma chave falsa, demonstrando preparo técnico e divisão de tarefas.
Os policiais recolheram imagens de câmeras de segurança, colheram depoimentos de testemunhas e solicitaram perícias técnicas, que confirmaram a autoria do crime. O delegado Cleber Emanuel Neves afirmou que o preso já havia praticado furtos semelhantes e também responde por um caso ocorrido em Campo Novo do Parecis, na semana passada.
Gefron intercepta caminhonete perto da fronteira
A equipe do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) localizou a Hilux durante patrulhamento na rodovia MT-388, zona rural de Porto Esperidião, rota conhecida pelo escoamento de veículos furtados para a Bolívia. Os agentes evitaram a travessia ilegal e recuperaram o veículo antes que o grupo finalizasse o transporte.
O delegado Neves explicou que a organização agia de forma estruturada: “O investigado atua como especialista em furtos de caminhonetes e age com objetivo claro de entregar os veículos do outro lado da fronteira para comercialização”.
Perguntas frequentes
Criminosos usam chave falsa, furtam rápido e levam os veículos por rotas rurais até a fronteira.
Elas têm alto valor de revenda na Bolívia e grande demanda no mercado ilegal.
Imagens de câmeras, depoimentos e perícias que confirmaram a participação direta no furto.



