A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil do Amapá, cumpriu nesta quarta-feira (28) sete mandados judiciais durante a Operação Marketplace, que desarticulou uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O grupo operava a partir de Cuiabá, mas alcançou vítimas em ao menos 10 estados do país.
Os policiais prenderam preventivamente sete integrantes do grupo e bloquearam bens ligados aos envolvidos. O esquema criminoso movimentava dinheiro por contas de terceiros e até por internos do sistema prisional de Mato Grosso, segundo as investigações.
Golpistas clonam anúncios e enganam vítimas com técnica do “falso intermediário”
Os investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Fraudes Eletrônicas (DRFE), em parceria com a Delegacia de Estelionato de Cuiabá, identificaram o golpe após receberem registros de vítimas do chamado “falso intermediário”. Os criminosos copiavam anúncios reais de veículos em marketplaces e republicavam com preços atrativos, abaixo do mercado.
As vítimas caíam na armadilha por acreditar que negociavam diretamente com o vendedor ou comprador. O criminoso intermediava a conversa, orientava os dois lados e indicava uma conta bancária falsa para o pagamento. Após receber o dinheiro, o golpista bloqueava o contato e sumia.
A investigação confirmou a participação de 23 pessoas, entre elas detentos que operavam o esquema de dentro da cadeia.
Quadrilha atua com divisão de tarefas e movimenta dinheiro em larga escala
A polícia revelou que o grupo funcionava com estrutura organizada, com funções bem definidas, como aliciadores, operadores de contas bancárias, responsáveis por anúncios falsos e articuladores financeiros. Eles aplicavam os golpes, coordenavam as movimentações financeiras e lavavam o dinheiro em nome de terceiros.
As autoridades mapearam vítimas em Roraima, Tocantins, Goiás, Bahia, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina. A quadrilha agiu com estabilidade e permanência, característica de uma organização criminosa, conforme o Código Penal.
Perguntas frequentes
O golpista finge intermediar a venda de um produto, engana comprador e vendedor e recebe o dinheiro em conta falsa.
Atuava em todo o Brasil, com vítimas em pelo menos 10 estados, apesar de operar a partir de Cuiabá (MT).
A polícia identificou 23 envolvidos, incluindo presos que coordenavam parte do esquema de dentro da cadeia.


