A Polícia Militar de Minas Gerais interrompeu o trajeto de torcedores do Corinthians nesta quarta-feira (10/12), durante uma revista no município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação provocou tumulto, correria e o uso de balas de borracha por parte dos agentes. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a polícia disparando contra os torcedores e até agredindo fisicamente um deles com um chute.
Torcedores do Corinthians que estão na entrada de Contagem/MG, indo para Belo Horizonte, para acompanhar o jogo contra o Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil, estão encontrado dificuldade para seguir viagem devido a forte 'revista' da PM Mineira.
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) December 10, 2025
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Polícia intensifica abordagem antes de semifinal da Copa do Brasil
A PM justificou a operação como parte do reforço na segurança para a semifinal entre Cruzeiro e Corinthians, marcada para as 21h30, no estádio Mineirão. Os policiais abordaram o comboio de ônibus que levava os torcedores paulistas até a capital mineira. A tropa posicionou viaturas em pontos estratégicos da BR-040 e parou os veículos em Contagem para realizar a revista.
Torcedores relatam truculência e atrasos
Os torcedores registraram a confusão em vídeos divulgados nas redes sociais. As imagens mostraram os agentes atirando com balas de borracha e dispersando os torcedores com violência. Em um dos registros, um policial aparece chutando um torcedor que tentava voltar ao ônibus. Os relatos apontaram demora na liberação do comboio, o que comprometeu a chegada ao estádio em tempo hábil.
Confronto entre Cruzeiro e Corinthians eleva tensão nos bastidores
A rivalidade e a importância do jogo aumentaram a tensão no entorno da partida. A torcida do Corinthians viajou em caravana para acompanhar a semifinal da Copa do Brasil, que terá o jogo de volta no domingo (14/12), às 18h, na Neo Química Arena. Até o momento, a PM-MG não divulgou nota oficial sobre o episódio.
Perguntas e respostas:
Sim, mas deve seguir critérios específicos e apenas em caso de ameaça ou resistência.
Sim, apesar do atraso e da tensão, os ônibus seguiram viagem após a revista.
Sim. Se houver denúncias ou indícios de abuso, a própria PM pode abrir procedimento interno.



