Policiais do GEFRON e da Força Tática do 12º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso apreenderam, na madrugada deste último domingo (20), cerca de 16 quilos de maconha tipo skank. Apreenderam também 500 gramas de haxixe e frascos de óleo de cannabis. A ação ocorreu por volta das 5h30, durante patrulhamento em uma área de mata na zona rural de Pontes e Lacerda. A região faz fronteira com a Bolívia.
Polícia Militar e GEFRON localizam c4rr3g4mento de dr0g4s ab4ndon4do em Pontes e Lacerda; veja vídeo pic.twitter.com/yHDrb5A69Q
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 21, 2025
As equipes localizaram um saco branco escondido entre a vegetação densa. Dentro dele, os policiais encontraram 16 invólucros de skank, meio quilo de haxixe e várias unidades de óleo concentrado de cannabis. As forças de segurança estimaram o valor total da apreensão em cerca de R$ 60 mil.
Ações conjuntas reforçam bloqueio ao tráfico na fronteira
O GEFRON e a Polícia Militar intensificaram o patrulhamento como parte das operações “Protetor das Divisas e Fronteiras” e “Tolerância Zero”. As ações reforçam o combate aos crimes transfronteiriços. Mesmo sem prender o responsável pelo material, os policiais enviaram imediatamente os entorpecentes para a Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda. Os investigadores darão continuidade ao caso.
Com essa apreensão, as forças de segurança frustraram mais uma tentativa de organizações criminosas de escoar drogas para o território brasileiro. A área de fronteira entre Mato Grosso e Bolívia permanece como uma das mais visadas por traficantes. Isso se deve à posição estratégica e à grande extensão territorial.
Skank: a droga mais lucrativa do tráfico atual
O skank, também conhecido como “supermaconha”, apresenta um teor de THC até cinco vezes superior ao da maconha tradicional. Produzido em estufas e com técnicas sofisticadas, o entorpecente tem alto valor de revenda. De acordo com estimativas da Polícia Federal, um quilo de skank pode render até R$ 10 mil.
A Bolívia, ao lado do Paraguai, lidera a produção regional da droga. Ela chega ao Brasil por rotas clandestinas e abastece centros urbanos como Cuiabá, Goiânia e São Paulo. Parte desse carregamento também segue para países da América do Sul e Europa.
Perguntas frequentes
Traficantes produzem o skank em estufas com controle químico, o que aumenta o teor de THC e o valor de revenda.
Criminosos usam Pontes e Lacerda como rota porque a cidade faz fronteira direta com a Bolívia e tem áreas de mata pouco vigiadas.
O Estado bloqueou o escoamento e impediu os traficantes de distribuírem drogas que renderiam milhares em pontos de venda.



