A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Passagem Oculta e cumpriu 12 ordens judiciais contra um grupo criminoso que tentou roubar uma cooperativa de crédito em Cuiabá. As equipes atuaram simultaneamente em Cuiabá e Várzea Grande.
A Justiça expediu quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo de dados. O Núcleo de Justiça 4.0 autorizou as medidas. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) conduz as investigações.
A Polícia Civil inseriu a operação no programa Tolerância Zero e alinhou a ação à Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça, para intensificar o combate às facções criminosas em Mato Grosso.
Criminosos mantiveram vítimas em cárcere e tentaram acessar cofre
O grupo invadiu uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, em junho de 2025, e rendeu três moradores. Os suspeitos mantiveram as vítimas em cárcere privado por cerca de quatro horas e usaram armas de fogo para garantir o controle da situação.
Os criminosos tentaram abrir uma passagem na parede que separava o imóvel da agência bancária. O grupo buscava acessar o cofre e subtrair valores que poderiam chegar a R$ 1 milhão.
A Polícia Militar interveio rapidamente, interrompeu a ação e evitou o prejuízo total. Um suspeito morreu durante o confronto. Os policiais prenderam outro em flagrante, e a Justiça já o condenou em processo separado.
Investigação identifica estrutura organizada e divisão de tarefas
A GCCO aprofundou as diligências e identificou outros quatro integrantes do grupo. Os investigadores mapearam funções específicas entre os suspeitos, como execução, logística, transporte e vigilância.
O delegado Igor Sasaki representou pelas prisões com base em provas consistentes. A Justiça acatou o pedido e decretou as medidas para garantir a ordem pública e assegurar o andamento do processo.
Os investigados responderão por roubo circunstanciado com agravantes, incluindo uso de arma de fogo, restrição de liberdade das vítimas e atuação em grupo organizado.
É o roubo com agravantes, como uso de arma, violência ou participação de mais de uma pessoa, o que aumenta a pena.
Sim. A lei prevê pena de até 8 anos, podendo aumentar se houver violência ou vítimas em situação vulnerável.
A pena pode variar, mas geralmente começa em 3 anos e aumenta conforme o envolvimento e outros crimes cometidos.




