Polícia investiga agressão após mulher alegar atropelamento por boi em Alta Floresta

Uma mulher de 28 anos procurou atendimento médico no Hospital Regional de Alta Floresta, a cerca de 771 quilômetros de Cuiabá, na noite deste sábado (17), após apresentar diversas lesões pelo corpo. Aos socorristas, ela afirmou que um boi a atropelou em uma fazenda da região. No entanto, durante a avaliação clínica, profissionais identificaram que os ferimentos não condiziam com a versão apresentada.

Atendimento inicial levanta suspeitas

Equipes do Corpo de Bombeiros prestaram o primeiro atendimento à vítima e ouviram o relato de que o animal teria provocado os ferimentos durante um acidente em propriedade rural. Os militares perceberam inconsistências ainda no atendimento inicial, já que o tipo e a distribuição das lesões levantaram dúvidas sobre a dinâmica descrita.

Diante da situação, os bombeiros acionaram a Polícia Militar, que deslocou uma guarnição até a unidade hospitalar para averiguar o caso. A mulher apresentava ferimentos visíveis em ambos os braços, além de marcas consideradas suspeitas pelos atendentes.

Lesões não batem com a versão apresentada

No boletim de ocorrência, os policiais registraram que as lesões observadas não apresentavam características compatíveis, em tese, com um atropelamento causado por um boi. Segundo a avaliação inicial, o padrão dos ferimentos indicava outro tipo de ocorrência, o que motivou o questionamento direto da vítima.

Mesmo após ser confrontada pela guarnição, a mulher manteve a versão inicial. Ela afirmou novamente que o animal teria atingido os dois lados do corpo, sem fornecer detalhes adicionais ou esclarecer como o suposto acidente ocorreu. A vítima se recusou a relatar outra possível causa para as agressões.

Caso segue para investigação

Diante das informações levantadas no hospital, os policiais registraram um boletim de ocorrência por lesão corporal praticada contra a vítima. A Polícia Civil assumirá a investigação para apurar as circunstâncias reais do caso e identificar se houve crime, além de possíveis autores.

A polícia não informou se a mulher corre risco de morte ou se permanece internada. Também não houve divulgação sobre a localização exata da fazenda mencionada no relato nem sobre testemunhas que possam confirmar a versão apresentada.

O caso segue sob apuração, e novas informações devem surgir após a oitiva da vítima e a análise de laudos médicos que detalham o tipo e a gravidade das lesões constatadas no atendimento hospitalar.

Perguntas frequentes:

Onde a mulher recebeu atendimento médico?

No Hospital Regional de Alta Floresta.

Por que a polícia desconfiou da versão apresentada?

Porque as lesões não eram compatíveis com um atropelamento por boi.

Quem vai investigar o caso?

A Polícia Civil vai apurar as circunstâncias da ocorrência.

Amanda Almeida

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