A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou, nesta segunda-feira (20), uma rede de garimpo ilegal que devastava áreas de preservação permanente entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. Durante a Operação Rastro de Érebo, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra cooperativas que operavam sem licença ambiental nos rios Peixoto e Peixotinho.
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) iniciou a investigação após receber denúncias sobre intensa degradação ambiental na região. A força-tarefa confirmou a atuação de balseiros que extraíam minérios clandestinamente, ignorando as normas ambientais e colocando em risco a biodiversidade e o abastecimento de água dos municípios.
Justiça bloqueia atividades e impõe multa de R$ 10 mil por dia
A Justiça de Peixoto de Azevedo determinou a interdição imediata das cooperativas investigadas. A decisão judicial também:
- Ordenou o bloqueio das atividades de mineração;
- Autorizou a inutilização de balsas quando não for possível removê-las;
- Proibiu a emissão de notas fiscais relacionadas à extração ilegal;
- Fixou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
As empresas só poderão retomar suas atividades após comprovarem regularização junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
Investigadores identificam contaminação e destruição ambiental
A equipe da Dema verificou que os garimpeiros usavam maquinário pesado para explorar ilegalmente as margens dos rios. Essa atividade provocou erosão acelerada, assoreamento e destruição de habitats de espécies aquáticas e terrestres.
Segundo o delegado Guilherme Pompeo, a extração clandestina poluiu a água com sedimentos, metais pesados e produtos químicos. “Essa contaminação ameaça o sistema de captação de água e prejudica a saúde pública”, afirmou o delegado.
A delegada Liliane Murata, titular da Dema, destacou a complexidade da operação: “A investigação exigiu alto nível de especialização, integração entre setores e ações coordenadas para conter os danos e garantir segurança ambiental à população”.
Operação Rastro de Érebo mira os rastros da destruição
A Polícia Civil escolheu o nome da operação com base na mitologia grega. Érebo, entidade que representa a escuridão profunda, simboliza os locais ocultos e perigosos onde o garimpo ilegal ocorre. Ao identificar o “rastro de Érebo”, os agentes revelaram as sombras de um esquema criminoso que agia longe da fiscalização pública.
Perguntas frequentes
É uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso para combater o garimpo ilegal em rios e áreas de preservação ambiental no norte do estado.
O nome faz referência à mitologia grega, simbolizando a escuridão e o caráter oculto das atividades criminosas no garimpo ilegal.
A atividade contamina a água com metais pesados, destrói a vegetação nativa e ameaça a saúde pública e a biodiversidade local.



