A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta última quinta-feira (17), integrantes de uma quadrilha que aplicava golpes em idosos, em Várzea Grande e Cuiabá. A Delegacia de Roubos e Furtos (Derf-VG) executou mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueou R$ 300 mil em contas dos investigados, quantia correspondente ao prejuízo causado às vítimas.
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— O Matogrossense (@o_matogrossense) July 24, 2025
A 5ª Vara Criminal e a 5ª Promotoria de Justiça de Várzea Grande autorizaram as ordens judiciais que viabilizaram a Operação Rábula.
Líder do esquema fingia ser advogado especialista em aposentadorias
A investigação identificou um homem de 31 anos como líder do grupo. Ele se apresentava como advogado previdenciário, usava terno e linguagem técnica para enganar os idosos e conquistava a confiança deles. Na verdade, ele nunca obteve registro profissional e não poderia exercer a advocacia.
O golpista também circulava por salões de beleza, igrejas e hospitais para encontrar potenciais vítimas. Ele convencia funcionários e frequentadores desses locais de que prestava serviços jurídicos de alta qualidade. Esses contatos acabavam recomendando o falso advogado para outros idosos.
Criminosos enganavam vítimas para roubar dados bancários
O grupo fraudava os idosos com acesso aos aplicativos bancários. Os golpistas contratavam empréstimos consignados entre R$ 18 mil e R$ 24 mil em nome das vítimas. Eles parcelavam os valores em até 96 vezes, o que gerava dívidas impagáveis, consumindo praticamente todo o valor da aposentadoria.
Em um dos casos, uma idosa entregou R$ 10 mil ao falso advogado acreditando que pagava honorários. Pouco tempo depois, ela recebeu um carnê com o financiamento de uma caminhonete Hilux de R$ 278 mil — que nunca adquiriu.
Outro caso revelou uma idosa que perdeu todas as economias e desenvolveu síndrome do pânico e depressão. Ela acreditava que o grupo a monitorava em sua própria residência.
Polícia identifica criminosos reincidentes
A Polícia identificou dois comparsas do líder. Um deles, de 27 anos, já possui condenação por roubo majorado. O outro, de 39 anos, acumula dez registros criminais, cinco condenações por roubo e uma por porte ilegal de arma. Ambos receberam valores desviados das contas dos idosos.
A equipe localizou um dos comparsas durante a operação. O outro ainda está foragido.
Autoridades alertam para golpes semelhantes
A Polícia Civil orienta idosos e familiares a verificarem a identidade de profissionais que oferecem serviços jurídicos. A recomendação vale principalmente para situações que envolvem acesso a contas bancárias ou promessas de facilitação em processos de aposentadoria.
Perguntas frequentes
Um homem de 31 anos, bacharel em Direito, que fingia ser advogado para aplicar golpes em idosos.
Ele usava roupas sociais, linguagem técnica e acessava os aplicativos bancários para fazer empréstimos em nome das vítimas.
A quadrilha causou um prejuízo de R$ 300 mil e deixou vítimas endividadas e emocionalmente abaladas.







