A Polícia Civil de Mato Grosso desmantelou, nesta quinta-feira (22), uma organização criminosa que operava um esquema de tráfico de drogas com entregas em domicílio em Cuiabá. Ao deflagrar a Operação Vector, os agentes cumpriram seis mandados de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e sequestraram bens, contas bancárias e valores dos investigados.
Quadrilha profissionalizou a entrega de entorpecentes
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) iniciou as investigações no início de 2024 e identificou uma quadrilha com estrutura empresarial. Os criminosos contrataram entregadores para atuar como “vetores humanos” — uma alusão ao transporte biológico de agentes infecciosos — para espalhar entorpecentes por bairros da capital. A organização operava com papéis definidos: fornecedores, gerentes regionais, distribuidores e entregadores.
Os líderes também articulavam estratégias para infiltrar drogas dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). A polícia descobriu que os criminosos usavam códigos como “lojinhas” para designar pontos de venda e “recolhe” para nomear a arrecadação do dinheiro do tráfico.
Polícia prende líderes e descobre tentáculos da quadrilha dentro da PCE
A Justiça expediu os mandados contra os principais envolvidos. A polícia prendeu o principal fornecedor, uma mulher responsável pelas vendas e seus dois filhos, que também atuavam no esquema. Outro alvo, já preso na PCE, coordenava parte da distribuição de dentro da unidade. Uma investigada permanece foragida, com mandado de prisão em aberto.
Durante as buscas, os policiais vasculharam residências nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey. A operação também bloqueou judicialmente contas bancárias e confiscou bens registrados em nome dos investigados.
Delegado detalha atuação da quadrilha
O delegado Marcelo Miranda Muniz, que coordenou a operação, explicou que os criminosos negociavam grandes quantidades de drogas, especialmente maconha. “Eles estruturaram uma rede organizada, usavam linguagem codificada e espalhavam drogas com rapidez e discrição, usando entregadores como fachada de serviço comum”, relatou.
Perguntas frequentes
Criminosos usam entregadores disfarçados para levar drogas direto aos clientes, como se fossem pedidos comuns.
É o entregador que transporta a droga, agindo como agente de disseminação, sem levantar suspeitas.
Porque o nome remete ao conceito biológico de vetor — quem transmite algo de um ponto a outro, como os entregadores da quadrilha.


