A Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta terça-feira (29), a Operação Falsus Deviatis. As equipes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão em lojas e imóveis localizados em Cuiabá e Várzea Grande para desmantelar um esquema de comércio ilegal de eletrônicos falsificados e importados clandestinamente.
Os agentes focaram suas ações na loja FCell, situada no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, e em outros estabelecimentos ligados à rede.
Policiais apreendem carros de luxo e mercadorias sem origem fiscal
Durante as buscas, os policiais apreenderam dois carros de luxo — uma Lamborghini e uma McLaren — avaliados em mais de R$ 2,5 milhões, além de bolsas e relógios de grife. O dinheiro encontrado reforçou as suspeitas de que os donos ocultavam o patrimônio obtido com a venda de produtos ilegais.
A Polícia Federal identificou que os suspeitos utilizavam “laranjas” para esconder a real propriedade das empresas e seus bens de alto valor.
Receita Federal detecta fraudes fiscais e produtos falsificados
A Receita Federal iniciou a investigação após realizar fiscalizações que flagraram mercadorias estrangeiras sem comprovação de origem e produtos com sinais claros de falsificação. As representações fiscais, enviadas ao Ministério Público, embasaram a abertura do inquérito que culminou na operação.
Os investigadores comprovaram que três grandes redes de lojas atuavam em conjunto, comercializando eletrônicos de procedência ilícita em shoppings populares de Cuiabá e Várzea Grande.
Operação mobiliza 190 agentes de segurança
A operação envolveu 65 policiais federais, 72 policiais civis e 56 auditores-fiscais da Receita Federal. Além de cumprir os mandados de busca, as equipes sequestraram bens móveis e imóveis dos investigados, como medida para impedir a ocultação ou venda dos patrimônios.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) também participa ativamente da operação, investigando os crimes contra a propriedade intelectual e os delitos contra as relações de consumo.
Justiça poderá condenar envolvidos a mais de 20 anos de prisão
As autoridades responsabilizarão os investigados pelos crimes de:
- Descaminho
- Contrabando
- Associação criminosa
- Lavagem de capitais
- Violação de propriedade de marca
- Concorrência desleal
- Comercialização de produto impróprio para consumo
Se condenados, os acusados poderão cumprir penas superiores a 20 anos de prisão e ainda perder todos os bens apreendidos.
Perguntas frequentes
A polícia desmantelou um esquema de venda de eletrônicos falsificados em Cuiabá e Várzea Grande.
Os agentes apreenderam uma Lamborghini, uma McLaren, bolsas, relógios de luxo e dinheiro em espécie.
A Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso e a Receita Federal atuaram em conjunto.




