A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Gemini e desmontou um grupo criminoso investigado por um roubo violento a uma residência em Sinop, no norte de Mato Grosso. A ação cumpriu 14 ordens judiciais, prendeu três suspeitos e apreendeu dois celulares. A investigação revelou que o grupo planejou o crime com antecedência e utilizou videochamadas para comandar os executores durante toda a ação.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, afastou sigilos telemático e bancário e bloqueou contas bancárias dos investigados por determinação da Justiça. Com essas medidas, a Polícia Civil busca fortalecer o conjunto de provas e identificar todos os integrantes da organização criminosa.
A operação reforça o combate aos crimes patrimoniais praticados por facções e grupos organizados em Mato Grosso. Além disso, os investigadores continuam as diligências para identificar outros participantes e esclarecer completamente a estrutura da organização.
Criminosos renderam vítimas por duas horas
A Derf iniciou as investigações após um roubo registrado em março deste ano em uma residência localizada no bairro Jardim das Primaveras, em Sinop. Três criminosos armados invadiram o imóvel, renderam os moradores e mantiveram as vítimas em cárcere privado durante aproximadamente duas horas.
Durante o assalto, os criminosos roubaram armas de fogo, munições, um veículo e diversos objetos de alto valor. Depois, fugiram antes da chegada das equipes policiais.
Os investigadores analisaram imagens, reuniram informações e identificaram os envolvidos. Com esse trabalho, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares que a Justiça autorizou e as equipes cumpriram nesta quarta-feira.
Líder comandou o roubo por videochamada
A investigação mostrou que o grupo organizou cada etapa da ação criminosa antes da invasão. Cada integrante recebeu uma função específica para executar durante o roubo.
Além disso, os executores receberam instruções em tempo real por meio de videochamadas. Segundo a Polícia Civil, o líder acompanhou toda a ação à distância e orientou os criminosos enquanto eles permaneciam dentro da residência.
Os policiais identificaram os três executores do roubo e localizaram outros dois suspeitos que forneceram o veículo utilizado como apoio logístico. A investigação também apontou o homem que liderava o grupo e coordenava toda a ação criminosa.
Operação busca novas provas
As equipes também cumpriram mandados de busca e apreensão para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam fortalecer a investigação.
Ao mesmo tempo, o afastamento dos sigilos telemático e bancário permitirá que os investigadores analisem comunicações e movimentações financeiras dos suspeitos. Já o bloqueio das contas impede que os investigados movimentem valores possivelmente ligados às atividades criminosas.
A Polícia Civil continuará as investigações para identificar outros envolvidos e verificar se o grupo participou de crimes semelhantes na região.
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