Nesta terça-feira (23), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Scutum Viperae contra um grupo criminoso em Campo Verde, a 130 km de Cuiabá, que extorquia comerciantes locais e lavava dinheiro por meio do tráfico de drogas. A ação foi desencadeada após a polícia descobrir comprovantes bancários suspeitos durante investigações realizadas no primeiro trimestre de 2025.
— O Matogrossense (@o_matogrossense) September 23, 2025
30 mandados cumpridos em três cidades
A operação cumpriu:
- 12 mandados de busca e apreensão domiciliar;
- 7 prisões preventivas;
- 11 bloqueios judiciais de bens, todos no valor de R$ 277 mil cada.
As ordens judiciais atingiram as cidades de Campo Verde, Jaciara e Acorizal, com apoio das equipes das Diretorias do Interior e Atividades Especiais e da Delegacia Regional de Primavera do Leste.
Extorsão disfarçada de “proteção”
A investigação revelou que o grupo criminoso cobrava taxas de proteção de comerciantes, variando de R$ 100 a R$ 600 mensais, sob a ameaça de violência física e patrimonial. Os criminosos recebiam os pagamentos por Pix ou em espécie. A Polícia Civil revelou que o grupo extorquia os comerciantes, usando a falsa justificativa de proteção. O delegado Philipe de Paula da Silva Pinho explicou que as vítimas eram coagidas com ameaças, e quem não pagava sofria represálias.
“Os suspeitos usavam ameaças e violência moral. Um comerciante, por exemplo, foi torturado”, detalhou o delegado.
Tortura e tráfico organizado
Outro ponto alarmante da investigação foi a prática de tortura. Em 1º de março, criminosos capturaram um comerciante, o levaram à força para uma “biqueira” e o torturaram, forçando-o a confessar o “erro” de não pagar a extorsão. Além disso, o grupo operava um tráfico de drogas estruturado, envolvendo:
- Armazenamento e transporte de entorpecentes;
- Venda direta e indireta de drogas;
- Controle de estoque de traficantes devedores;
- Sanções aplicadas a inadimplentes;
- Lavagem de dinheiro através de contas bancárias de familiares.
Somente entre janeiro e março deste ano, os criminosos movimentaram mais de R$ 3 milhões, conforme o bloqueio de bens determinado pela Just iça.
Mulheres também ocupavam cargos estratégicos
A polícia prendeu duas mulheres que também faziam parte da organização criminosa. Uma delas, esposa do líder, lavava o dinheiro obtido das extorsões e do tráfico, transferindo os valores para suas contas pessoais, o que dificultava o rastreio das operações financeiras.
Perguntas frequentes
A Polícia Civil usou mandados de busca e apreensão, prisões e bloqueio de bens para desarticular o grupo criminoso, com apoio de outras delegacias.
A quadrilha cobrava de comerciantes de R$ 100 a R$ 600 mensais, sob a ameaça de violência física e patrimonial, disfarçada de proteção.
O grupo movimentou mais de R$ 3 milhões entre janeiro e março de 2025, com extorsões e tráfico de drogas.









