A Polícia Civil, a Energisa e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (23), a Operação Rede Segura para investigar denúncias de furto de energia elétrica em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. As equipes fiscalizaram imóveis e encontraram uma instalação clandestina em um supermercado no bairro Costa Verde.
Fiscalização encontra ligação clandestina
Durante a fiscalização, policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande encontraram uma ligação clandestina, conhecida como “gato”. Um fio conectava diretamente o imóvel à rede de alta tensão e desviava a energia sem registrar o consumo no medidor.
Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral, titular da Delegacia Especializada de Estelionato, o supermercado provocou um prejuízo superior a R$ 103 mil com o furto de energia. As equipes registraram a irregularidade e coletaram informações para documentar a instalação clandestina.
Os agentes também identificaram uma residência vizinha que recebia energia por meio da mesma instalação irregular. A investigação apontou que a moradora, de 32 anos, também utilizava o fornecimento clandestino e se beneficiava do desvio de energia.
Funcionário tenta impedir fiscalização
Durante a ação, um funcionário do supermercado, de 41 anos, tentou interromper a fiscalização. Ele usou um alicate para cortar a derivação clandestina e provocou um curto-circuito no local.
As equipes adotaram os procedimentos de segurança e continuaram a fiscalização. A Energisa elaborou os Termos de Ocorrência e Inspeção (TOI) para registrar as irregularidades encontradas no supermercado e na residência.
A documentação produzida durante a operação deverá auxiliar a investigação conduzida pela Polícia Civil. Os agentes também reuniram elementos para esclarecer a participação de cada envolvido no esquema de desvio de energia elétrica.
Polícia Civil prende três pessoas
Após identificar as irregularidades, a Polícia Civil prendeu em flagrante o proprietário do supermercado, de 41 anos, o funcionário que cortou a fiação, também de 41 anos, e a moradora da casa vizinha, de 32 anos.
Os policiais encaminharam os três suspeitos para a delegacia. Eles permanecem à disposição da Justiça, que deverá analisar a situação de cada envolvido e as medidas cabíveis após os flagrantes registrados durante a Operação Rede Segura.
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