Polícia descobre central secreta de golpes e apreende 29 celulares em condomínio de Cuiabá; veja vídeo

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A Polícia Civil desmontou, nesta última quinta-feira (23), uma central de golpes eletrônicos instalada em dois apartamentos de um condomínio na região do Coxipó, em Cuiabá. Durante a operação, os investigadores prenderam em flagrante dois integrantes de uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes contra vítimas de diversos estados brasileiros. Além disso, a equipe apreendeu cerca de R$ 40 mil em dinheiro, centenas de cartões bancários, máquinas de pagamento eletrônico e um Hyundai Creta equipado com internet via satélite para facilitar as ações do grupo.

A ação integrou mais uma fase da Operação Mimetismo, que faz parte da Operação CyberConect6, coordenada pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 5). A Polícia Civil chegou aos apartamentos após analisar informações obtidas durante o cumprimento de mandados judiciais na primeira fase da investigação.

Investigação revela estrutura usada para aplicar golpes

Segundo a Polícia Civil, os criminosos transformaram os apartamentos em uma central de golpes eletrônicos. Eles utilizavam 29 aparelhos celulares ao mesmo tempo. Com os equipamentos, mantinham contato com vítimas de vários estados e com outros integrantes da organização criminosa. Assim, coordenavam diferentes modalidades de fraudes eletrônicas.

Durante as buscas, os investigadores apreenderam aproximadamente R$ 40 mil em dinheiro. A equipe também recolheu centenas de cartões bancários, muitos ainda sem identificação. Além disso, os policiais encontraram diversas máquinas de pagamento eletrônico. Agora, a perícia analisará todo o material. O trabalho deve ajudar a identificar novas vítimas e ampliar o alcance da investigação.

Os policiais ainda apreenderam um Hyundai Creta equipado com internet via satélite. Segundo a investigação, essa tecnologia mantinha os criminosos conectados até mesmo em regiões sem cobertura convencional de telefonia. Dessa forma, o grupo dificultava o rastreamento policial e ampliava sua mobilidade durante as ações criminosas.

Golpe do falso intermediário fazia parte do esquema

As investigações mostram que a organização criminosa atuava em diferentes modalidades de crimes cibernéticos. Entre elas está o golpe do falso intermediário, prática utilizada para enganar compradores e vendedores durante negociações realizadas pela internet.

Nesse golpe, o criminoso assume o papel de intermediador da negociação, altera informações de pagamento e convence comprador e vendedor de que a transação ocorre normalmente. No fim, a vítima transfere o dinheiro para contas controladas pelos golpistas e percebe o prejuízo somente após concluir a negociação.

A Polícia Civil acredita que a estrutura descoberta em Cuiabá coordenava esse e outros golpes eletrônicos em vários estados brasileiros. A análise dos celulares, cartões bancários e equipamentos poderá revelar novas vítimas, identificar outros integrantes da organização criminosa e apontar o volume financeiro movimentado pelo grupo.

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