Agentes da Polícia Civil, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da concessionária Energisa prenderam, na quarta-feira (29/10), um homem em flagrante por furto qualificado de energia elétrica em Várzea Grande, Mato Grosso. Conhecido como “gateiro”, o suspeito oferecia serviços de ligação clandestina e agia de forma recorrente na cidade.
As equipes de fiscalização identificaram o momento exato em que ele realizava uma ligação direta à rede elétrica de uma empresa de reciclagem. Essa empresa já possuía histórico de fraudes e autuações anteriores por furtar energia. Os fiscais desligaram a rede, apreenderam os materiais e conduziram o criminoso para a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).
Operação Energia Limpa foca nos responsáveis técnicos pelos “gatos”
Diferente de outras ações, que costumam responsabilizar os donos dos imóveis beneficiados, essa operação focou no autor técnico da fraude. A prisão do executor representa um avanço estratégico contra o crime.
“A empresa já havia sido desligada outras vezes, mas religava clandestinamente. Dessa vez, flagramos o gateiro com os equipamentos nas mãos. Não houve dúvida sobre a autoria”, afirmou o delegado Sérgio Luís, da Derf-VG.
A polícia apreendeu os instrumentos usados para o crime: vara de manobra, bastão pega-tudo, capacete, luvas, cinto de segurança e portas fusíveis. Todo o material confirma a natureza profissional da ação.
Energisa aponta risco à vida e prejuízo coletivo
Luciano Lima, gerente de perdas da Energisa MT, reforçou a gravidade do caso.
“Identificamos o elo técnico da fraude. Isso atinge o coração do esquema e protege a população. Essas ligações podem provocar incêndios, choques fatais e colapsos na rede.”
Além de colocar vidas em risco, o furto sobrecarrega o sistema e aumenta as tarifas para quem paga corretamente.
A legislação brasileira prevê pena de até 8 anos de prisão para esse tipo de crime, especialmente quando envolve fraude técnica com risco à coletividade.
Perguntas frequentes
Você pode ser preso, pagar multa alta e ainda responder por furto qualificado.
A pena pode chegar a 8 anos de prisão quando há fraude técnica comprovada.
Sim. O “gato” pode causar incêndios, choques fatais e danificar a rede elétrica.


