Polícia Civil prende casal em Rondonópolis durante operação nacional contra facção criminosa; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso participou, nesta quinta-feira (18), da Operação Torniquete e cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Rondonópolis. A ação integra uma ofensiva nacional contra uma facção criminosa de origem carioca que atua na região Norte do Ceará e em outros estados brasileiros. Além disso, a operação busca enfraquecer a estrutura financeira do grupo investigado.

Em Mato Grosso, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no bairro Jardim Sumaré. Durante a ação, as equipes prenderam um homem de 27 anos e uma mulher de 34 anos. Os dois são investigados por envolvimento com organização criminosa. As ordens judiciais partiram da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza, no Ceará.

Integração fortalece investigações

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares. Posteriormente, os investigadores vão analisar o conteúdo dos dispositivos. Dessa forma, a Polícia Civil pretende aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com a organização criminosa.

A Operação Torniquete reúne esforços da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (Draco-Norte), da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), do Departamento de Inteligência Policial do Ceará e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Assim, diferentes unidades atuam de forma coordenada.

Operação alcança diversos estados

Além de Mato Grosso, a operação mobilizou equipes em vários estados. As ações ocorreram simultaneamente no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás e Mato Grosso do Sul. Com isso, as forças de segurança ampliaram o alcance das investigações.

Até o momento, a ofensiva resultou em mais de 40 prisões. Ao todo, as autoridades pretendem cumprir 77 mandados de prisão e 198 mandados de busca e apreensão. Os alvos respondem por investigações relacionadas a tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Patrimônio também entra na mira

Além das prisões, a operação busca descapitalizar a facção criminosa. Conforme as investigações, os suspeitos mantinham imóveis de alto padrão, veículos de elevado valor econômico e contas bancárias vinculadas às atividades investigadas. Por esse motivo, a Justiça determinou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade patrimonial.

Segundo o delegado Fábio Nahas, a cooperação entre as Polícias Civis fortalece o enfrentamento ao crime organizado. Além disso, o compartilhamento de informações de inteligência aumenta a eficiência das investigações. Dessa maneira, as forças de segurança ampliam a capacidade de combate às facções criminosas e aos esquemas de lavagem de dinheiro em todo o país.

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