Polícia prende condenado apontado como operador financeiro de ex-deputado ligado ao Comando Vermelho; Veja vídeo

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (22), Leandro Ferreira Marçal, condenado por organização criminosa e apontado pelas investigações como operador financeiro do ex-deputado estadual Tiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.

A ação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça. Segundo a corporação, o investigado integrava a estrutura financeira de uma organização criminosa com ligação ao Comando Vermelho (CV) e utilizava um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para dar suporte às atividades do grupo. Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário estadual.

As investigações apontam que Leandro fazia parte do núcleo responsável pela logística e pela movimentação financeira da organização criminosa. De acordo com a Polícia Civil, ele recolhia, transportava e distribuía grandes quantias de dinheiro em espécie provenientes de atividades ilícitas. Os investigadores afirmam que o cargo ocupado no gabinete de TH Joias servia para facilitar a circulação desses recursos sem levantar suspeitas. A apuração também identificou contatos frequentes entre o investigado e integrantes da cúpula do tráfico de drogas no Complexo do Alemão.

Investigação detalha repasses de dinheiro

Segundo a Polícia Civil, Leandro Ferreira Marçal recebeu, em diferentes ocasiões, valores destinados ao grupo criminoso.

As investigações apontam que Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, teria entregue R$ 100 mil para TH Joias por intermédio do investigado, além de outros R$ 90 mil destinados a interlocutores da organização.

Os policiais afirmam que a movimentação de dinheiro fazia parte da estrutura financeira mantida pelo grupo.

Cargo na Alerj teria facilitado esquema

De acordo com a investigação, a nomeação de Leandro no gabinete parlamentar funcionava como uma fachada para as atividades criminosas.

Segundo a Polícia Civil, a função pública permitia o transporte e a circulação de dinheiro em espécie, além de oferecer suporte logístico ao esquema investigado.

Esses elementos fazem parte das provas reunidas durante a apuração conduzida pela Desarme.

Condenação já determinou perda da função pública

Leandro Ferreira Marçal foi condenado, em primeira instância, a seis anos e seis meses de prisão pelo crime de organização criminosa, com aumento de pena.

A decisão judicial também determinou a perda da função pública e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Após ser preso, ele foi encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), onde permanecerá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa e identificar outros possíveis envolvidos no esquema investigado.

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