Na manhã de quinta-feira, 5 de março, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Showdown, com o objetivo de desarticular um núcleo familiar vinculado a uma facção criminosa que atuava na região norte do Estado. A operação combate crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, jogos de azar ilegais, entre outros. A principal investigada, uma mulher de alta periculosidade, permanece foragida desde 2025, quando escapou do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
O que é a Operação Showdown?
A Operação Showdown cumpriu 31 ordens judiciais nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A operação executou quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e a Delegacia de Alta Floresta conduziram um inquérito policial conjunto que baseou a ação. A polícia garantiu o cumprimento das ordens com o apoio das equipes locais e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Núcleo familiar envolvido
O núcleo familiar investigado é formado pela líder foragida da facção, sua filha, seu pai e seu marido. Todos são acusados de operar financeiramente o grupo criminoso e de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. As investigações mostram que, em um período de um ano e sete meses, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões, quantia incompatível com suas rendas declaradas.
A polícia identificou que o grupo utilizou empresas de fachada em setores como calçados, beleza e roupas multimarcas. Além disso, eles se envolveram com plataformas de jogos de azar online, com o objetivo de esconder a origem ilícita do dinheiro.
Exploração de garimpo e tráfico de drogas
Parte do esquema criminoso envolvia a exploração de garimpos ilegais em Alta Floresta. Sob a direção da filha da faccionada, o pai da líder controlava o garimpo, além de um bar e prostíbulo localizados em Nova Bandeirantes. Esses locais funcionavam como centros de extorsão a garimpeiros e tráfico de drogas. O ouro extraído servia como um meio de reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro por parte das autoridades.
A vida de luxo da família criminosa
Apesar da vida criminosa, os membros da família investigada ostentam um luxo excessivo. A filha da líder, por exemplo, exibe sua riqueza em seu perfil no Instagram, com mais de 40 mil seguidores. Ela compartilha detalhes de sua rotina, incluindo imóveis de luxo, carros caros e viagens internacionais – evidências claras de que os recursos utilizados para essas aquisições são ilegais e incompatíveis com sua renda declarada.
Perguntas frequentes
A Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, cumprindo ordens judiciais e desarticulando o núcleo familiar envolvido em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em um ano e sete meses, valor incompatível com suas rendas declaradas.
“Showdown” faz referência a uma jogada de pôquer, onde os jogadores revelam suas cartas, uma alusão aos jogos de azar usados pelo grupo para lavar dinheiro.



