A Polícia Civil do Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (29), uma operação para desarticular um esquema de corrupção dentro da Câmara Municipal de Cuiabá. Os agentes isolaram o prédio e impediram a entrada e saída de pessoas enquanto cumpriam os mandados judiciais.
Os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson foram identificados como alvos da ação. As equipes de investigação cumpriram mandados de busca e apreensão não apenas nos gabinetes dos parlamentares, mas também em suas residências.
Ação se refere à legislatura passada
Segundo a presidente da Casa, Paula Calil, a operação investiga fatos ocorridos na legislatura anterior. “Eu soube que é uma operação referente ao ano passado, não é da gestão atual, mas claro que é muito ruim para a atual legislatura. Cada vereador tem seu CPF, mas isso afeta a imagem da Câmara”, afirmou em entrevista coletiva.
Apesar da operação, Paula Calil indicou que a Câmara manterá a programação das sessões, a menos que a presença da polícia no local se estenda ao longo do dia.
Setor de Tecnologia da Informação vira foco da investigação
Os policiais concentraram suas ações no setor de Tecnologia da Informação (TI) da Câmara, possivelmente para recolher equipamentos eletrônicos e arquivos digitais que possam comprovar irregularidades. O movimento intenso nos corredores do Legislativo reforçou o clima de tensão e a gravidade das acusações.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou prisões nem detalhou o funcionamento do esquema investigado. A instituição prometeu divulgar novas informações nas próximas horas.
Vereadores são investigados por corrupção ativa e passiva
As investigações revelam indícios de que dois parlamentares participaram ativamente de práticas ilícitas, como recebimento de propinas e favorecimento de contratos públicos. As autoridades suspeitam que a fraude envolva desvios de recursos e manipulação de processos legislativos.
Fontes próximas à investigação adiantaram que a Polícia Civil pretende aprofundar a análise de documentos e dados digitais apreendidos, o que pode levar a novos desdobramentos, inclusive pedidos de afastamento ou cassação dos envolvidos.
Câmara Municipal permanece em silêncio
A Câmara de Cuiabá não se manifestou oficialmente sobre a operação até a publicação desta reportagem. A ausência de posicionamento oficial amplia a desconfiança da população e pode agravar a crise institucional já instalada.
Especialistas em direito público apontam que o caso pode provocar forte impacto político, com possibilidade de abertura de processos disciplinares e investigações internas.
Perguntas frequentes
Ainda não divulgaram oficialmente os nomes dos vereadores investigados.
Para recolher provas e impedir a destruição de documentos e dados eletrônicos.
Se confirmadas as irregularidades, a Câmara poderá abrir processos de cassação.




