A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Throw para desarticular uma organização criminosa que atuava no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Os policiais cumprem 18 mandados de prisão preventiva, 16 mandados de busca e apreensão, além de bloquear contas bancárias e sequestrar veículos de luxo ligados aos investigados.
A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) conduziu as investigações que resultaram nas medidas judiciais. Os investigadores apontam que os suspeitos praticavam tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa. Além disso, equipes da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria Metropolitana participam do cumprimento das ordens judiciais.
Investigação começou após descoberta de droga enterrada
Os investigadores iniciaram o trabalho em julho de 2023, quando equipes da Denarc encontraram aproximadamente 100 quilos de maconha enterrados em barris plásticos nos fundos de uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, os policiais prenderam dois suspeitos.
A partir desse flagrante, os investigadores ampliaram as diligências e identificaram outros integrantes da organização. Ao mesmo tempo, os policiais descobriram um esquema financeiro que movimentava recursos provenientes do tráfico.
Com o avanço das apurações, a Denarc reuniu provas, identificou funções dentro da quadrilha e mapeou a estrutura utilizada para transportar e distribuir drogas em diferentes estados do país.
Quadrilha mantinha estrutura semelhante à de uma empresa
Segundo a investigação, o grupo enviava e recebia entorpecentes de diversos estados brasileiros. Além disso, os integrantes realizavam remessas semanais que variavam entre cinco e dez quilos de drogas por distribuição.
Os investigadores identificaram líderes, responsáveis pela disciplina interna, operadores financeiros, transportadores e distribuidores. Dessa forma, a organização mantinha uma estrutura definida para executar cada etapa da atividade criminosa.
As apurações também revelaram que integrantes da quadrilha chegaram a combinar a entrega de uma carga de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá.
Grupo utilizava empresas para esconder dinheiro
Os policiais identificaram um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava contas bancárias de pessoas próximas aos investigados e empresas registradas em nome de terceiros. Dessa maneira, o grupo tentava ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.
A investigação apontou a existência de três empresas de fachada usadas para movimentar recursos da organização criminosa. Por isso, a Justiça determinou o bloqueio de contas de oito pessoas físicas e três pessoas jurídicas.
O delegado Marcelo Miranda Muniz destacou que a operação representa o resultado de um extenso trabalho investigativo que permitiu identificar a participação individual de cada integrante e interromper a atuação da organização.








