A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu drogas e materiais ligados a uma facção criminosa na terça-feira (17), em Várzea Grande. A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) realizou a operação após receber denúncias sobre o uso de uma casa no bairro Manga como ponto de armazenamento ilegal.
No local, os policiais encontraram o imóvel aberto e sem moradores. Durante as buscas, a equipe localizou um tablete e sete porções de substância análoga à cocaína, escondidos em um cano enterrado nos fundos da residência.
Os agentes também apreenderam 11 cestas básicas e nove fardos de produtos de limpeza. As investigações indicam que a facção utilizava os itens para cooptação social em áreas vulneráveis.
Polícia destina alimentos e impede uso criminoso
A Polícia Civil destinou os itens à Mitra Arquidiocesana de Cuiabá, por meio da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), que atua em Várzea Grande. A autoridade policial fundamentou a decisão nos princípios da função social dos bens e da eficiência administrativa.
O delegado Marcelo Miranda Muniz afirmou que a medida impede o uso dos produtos por organizações criminosas e garante benefício direto à população.
A equipe formalizou a doação com termo oficial e anexou o documento ao processo, preservando a cadeia de custódia.
Polícia intensifica investigação e reforça canais de denúncia
A Polícia Civil instaurou Auto de Investigação Preliminar (AIP) para identificar os responsáveis e aprofundar as conexões com o crime organizado. A equipe encaminhou as drogas à Politec para análise pericial.
A legislação penal prevê punições para os envolvidos, incluindo tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006), associação para o tráfico (art. 35) e organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), com penas superiores a 15 anos de prisão.
O tráfico envolve produzir, armazenar, transportar ou vender drogas sem autorização legal, com penas que podem chegar a mais de 15 anos.
Sim. A lei permite a destinação social de bens, especialmente perecíveis, desde que haja decisão fundamentada e registro formal.
É possível denunciar pelos números 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia), com garantia de sigilo.



