Um homem de 34 anos denuncia ter sido espancado por três policiais militares, no último domingo (28), durante uma abordagem policial na vila Fazendinha, no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A ação dos policiais foi filmada por moradores do local.
O homem abordado, que já foi preso por furto em 2013 e usava tornozeleira eletrônica, teria descumprido a medida e acabou sendo alvo de um mandado de prisão. No dia, ele teria tentado fugir da ordem de parada dos policiais militares.
As imagens mostram o homem caído no chão e atingido por socos e cotoveladas, além de cassetadas desferidas pelos três policiais. Ele perdeu quatro dentes, teve o supercílio cortado e hematomas nas costelas.
A defesa do homem disse que, no depoimento dos policiais, as lesões na face foram causadas “após o motociclista tentar evadir da abordagem”. “Só que, sem que os policiais soubessem, alguns moradores filmaram a abordagem, que possibilitou constatarmos a violência”, afirmou os advogados.
Questionada pela reportagem de O TEMPO, a Polícia Militar (PM), informou, por nota, que “instaurará procedimento apuratório para averiguar as versões da defesa”. A corporação alega que, durante a operação policial do 22º Batalhão, os militares se depararam com indivíduo “realizando tráfico de entorpecentes”, inclusive com a utilização de rádio comunicador.
Este incidente, marcado pela alegação de violência policial em Belo Horizonte, ressalta a complexidade das operações de segurança pública e a importância da fiscalização comunitária. A gravação feita por moradores não apenas documentou a severidade das forças aplicadas pelos policiais, mas também jogou luz sobre a discrepância entre as justificativas oficiais e as evidências visuais. A acusação de tráfico de entorpecentes pela Polícia Militar, apoiada na suposta utilização de um rádio comunicador pelo homem, contrasta com a alegação inicial de desobediência à ordem policial. A promessa da PM de investigar as ações através de um procedimento apuratório sublinha a necessidade de transparência e responsabilidade nas forças de segurança, especialmente em casos que ganham visibilidade pública através de evidências gravadas por cidadãos, evidenciando a tensão entre a manutenção da ordem e o respeito aos direitos humanos.
Via OTempo









