O deputado estadual e policial federal Rafael Ranalli (PL) gerou polêmica ao afirmar que a morte de criminosos em confrontos com a polícia representa uma economia para o Estado. Segundo ele, essa ação reduz as despesas do sistema penitenciário, com “menos um na cadeia”. Ele fez essa declaração durante a defesa de sua proposta, a chamada “Lei do Abate”.
Proposta da Lei do Abate
Rafael Ranalli, que assumiu a cadeira de deputado durante a licença de Elizeu Nascimento (PL), apresentou a “Lei do Abate”. A lei prevê homenagens a agentes de segurança que matarem criminosos em confronto. A medalha levaria o nome de “Odenil Alves Pedroso”, em tributo a um militar assassinado em maio deste ano em Cuiabá.
Além disso, Ranalli defendeu sua proposta, afirmando que a eliminação de criminosos durante confrontos com a polícia alivia o sistema penitenciário e economiza recursos públicos. Ele declarou: “Se o vagabundo partir para cima de polícia, ele deve morrer, essa é minha opinião”. Ranalli destacou que a homenagem se estenderia a todos os agentes de segurança, não apenas à polícia.
Controvérsia e críticas
A declaração de Ranalli e sua proposta geraram grande repercussão na mídia nacional. Críticos argumentam que a “Lei do Abate” pode incentivar a violência policial e abusos durante as abordagens. Ranalli rebateu essas críticas, afirmando que já existem mecanismos de controle, como a Corregedoria, para investigar possíveis excessos. “O policial sabe que, se errar, vai responder”, disse ele.
Contexto político
Ranalli, que disputou três eleições sem sucesso, agora se lança como pré-candidato a vereador por Cuiabá. Sobretudo, ele aposta na popularidade do bolsonarismo para alavancar sua candidatura, destacando que a maioria dos eleitores em Mato Grosso é de direita, conservadora e cristã. Ademais, Ranalli acredita que sua experiência como deputado suplente o preparou melhor para a disputa eleitoral.
Portanto, a proposta de Rafael Ranalli, centrada na ideia de que “matar bandido é economia para o Estado”, destaca um debate intenso sobre segurança pública e o papel da polícia no combate ao crime. Alguns apoiam a medida como forma de proteção aos policiais, enquanto outros temem que ela possa aumentar a violência e os abusos. A discussão promete se intensificar com a proximidade das eleições em Cuiabá.
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