A Polícia Militar de Mato Grosso agiu rapidamente nesta quarta-feira (10) e resgatou duas vítimas de cárcere privado em uma área de mata no bairro Téssele Júnior, em Lucas do Rio Verde. O Grupo de Apoio Policial (GAP) do 13º Batalhão evitou uma possível execução e garantiu a integridade dos homens.
Os policiais entraram na região após identificar movimentação suspeita durante patrulhamento em área com histórico de crimes. A equipe avançou na vegetação, ouviu assovios e visualizou dois suspeitos fugindo. Em seguida, os militares localizaram as duas vítimas sentadas no chão, com as mãos amarradas.
A equipe do 13º Batalhão da Polícia Militar libertou imediatamente os homens e iniciou buscas na região. Os suspeitos abandonaram o local e escaparam antes da chegada do reforço policial, o que intensificou as diligências na área.
Modus operandi do crime e relato das vítimas
Uma das vítimas relatou que criminosos o sequestraram na noite anterior e o mantiveram sob ameaças em uma residência no bairro Téssele Júnior. Os suspeitos o levaram na manhã seguinte até a área de mata e planejaram a execução no local.
A segunda vítima explicou que criminosos a atraíram com uma falsa solicitação de orçamento de serviço. Ao chegar ao endereço combinado, os suspeitos a renderam, colocaram-na dentro do próprio veículo e a transportaram até a mesma área de mata utilizada no crime.
Durante o cárcere, os criminosos realizaram videochamadas com uma terceira pessoa que determinava a execução dos dois homens. A comunicação indicava planejamento estruturado do crime, que a chegada da polícia interrompeu no momento decisivo.
Investigação, prisão e canais de denúncia em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso assumiu a investigação e trabalha para identificar todos os envolvidos, localizar os foragidos e esclarecer a motivação do crime. Os agentes conduziram um suspeito à delegacia após localizarem o veículo utilizado no sequestro.
A polícia realiza reconhecimento formal do detido e coleta depoimentos das vítimas para fortalecer o inquérito. As autoridades enquadram o caso no Art. 148 do Código Penal Brasileiro, que trata de cárcere privado, além de possíveis agravantes por ameaça, associação criminosa e tentativa de homicídio.







