O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou nesta quinta-feira (30/1) que o governo federal planeja implementar um novo Plano Safra em julho, apesar dos desafios impostos pela alta taxa de juros, atualmente em 13,25% ao ano. Fávaro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o programa seja remodelado para estimular os produtores, mesmo diante das dificuldades econômicas.
Plano Safra enfrenta juros altos: Fávaro confia em solução "estimulante"; veja vídeo
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 30, 2025
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“É um desafio, mas vamos trabalhar que isso seja realidade lá em julho”, disse o ministro após uma reunião com integrantes do Ministério da Fazenda. O encontro também contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto; do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; e do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello.
Impacto nos preços dos alimentos
O governo federal busca medidas para reduzir os preços dos alimentos, que pesam significativamente no orçamento das famílias de baixa renda. Em 2024, a inflação anual foi de 4,83%, impulsionada pelo aumento de 7,69% no grupo Alimentação e Bebidas. As carnes registraram uma alta de 20,84%, enquanto o café moído teve uma variação de 39,60%.
O Palácio do Planalto descartou o tabelamento de preços como solução para conter a alta dos alimentos. Fávaro reconheceu que o cenário de juros elevados representa uma barreira, mas destacou que a prioridade é criar um Plano Safra que estimule a produção de alimentos. “Sabemos da limitação orçamentária, da responsabilidade fiscal. É prioridade total para que os planos safras sejam cada vez mais estimulantes para os produtores”, reforçou.
Tendências e evolução no acompanhamento
O ministro Paulo Teixeira ressaltou que a reunião marcou uma evolução no acompanhamento da produção de alimentos no Brasil e no mundo. “Dizer quais são as tendências da produção de alimentos no Brasil e no mundo”, afirmou.
Ele enfatizou que a principal preocupação do governo é garantir a oferta de alimentos para a população brasileira, especialmente na cesta básica. Teixeira também destacou que o governo não pretende adotar medidas “heterodoxas” e que novas reuniões sobre o tema ocorrerão regularmente. “Por conta das preocupações com os alimentos, teremos encontros frequentes”, concluiu.
Em julho de 2025.
O grupo Alimentação e Bebidas teve um aumento de 7,69%, puxando a inflação para 4,83%.
O Palácio do Planalto descartou o tabelamento como estratégia para conter a alta dos alimentos.









