Pivetta admite que lei contra facções pode não ter efeito prático e descarta reforço nas equipes; veja vídeo

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), admitiu que uma nova lei voltada ao enfrentamento das facções criminosas pode não produzir efeitos práticos imediatos na segurança pública. Questionado sobre o que mudaria com a medida, além da nomenclatura, o governador afirmou que não pretende aumentar equipes ou operações em razão da nova classificação. Apesar disso, Pivetta defendeu que o poder público trate as organizações criminosas como terroristas e cobrou mais autonomia para os estados combaterem a violência.

Questionado sobre resultados, Pivetta admite falta de efeito prático

Durante a entrevista, Pivetta recebeu um questionamento sobre a legitimidade do governo estadual para adotar medidas de classificação das facções criminosas.

O governador reconheceu que o Estado pode não ter competência para implementar determinadas mudanças por conta própria.

“Talvez não tenha, talvez não tenha”, respondeu.

Em seguida, o governador defendeu alterações na legislação nacional para ampliar a autonomia dos estados na elaboração de políticas de segurança pública.

Ao ser questionado sobre os efeitos concretos da lei, incluindo possíveis aumentos de equipes e operações, Pivetta descartou mudanças nesse sentido.

“Não vai aumentar nada. Não vai aumentar nada”, afirmou.

A resposta deixou claro que a proposta defendida pelo governador não prevê, por si só, a ampliação do efetivo ou das operações policiais.

Governador quer classificar facções como organizações terroristas

Apesar de reconhecer a ausência de mudanças operacionais imediatas, Pivetta argumentou que a nova classificação representa uma resposta à atuação das facções criminosas.

Segundo ele, o poder público não pode continuar tratando essas organizações da mesma forma que outros grupos envolvidos em crimes comuns.

“Nós não aceitamos que essas organizações criminosas sejam tratadas como… crimes comuns”, declarou.

O governador também defendeu a classificação das facções como organizações terroristas.

“Nós precisamos atribuir a essas organizações criminosas o carimbo de organizações terroristas”, afirmou.

Para Pivetta, esses grupos buscam ampliar o controle sobre territórios e comunidades, criando estruturas paralelas ao poder público.

Entretanto, uma eventual mudança na classificação jurídica depende das competências estabelecidas pela legislação brasileira e não decorre apenas de uma decisão do governo estadual.

Pivetta cita violência em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis

Durante a entrevista, o governador mencionou episódios de violência registrados em diferentes regiões de Mato Grosso.

Pivetta citou a situação enfrentada por moradores de Cuiabá, Várzea Grande e municípios do interior.

Além disso, fez referência a um episódio recente envolvendo um vereador em Rondonópolis, sem apresentar detalhes adicionais sobre o caso.

Segundo o governador, a preocupação com o avanço das organizações criminosas motivou sua defesa de medidas mais rígidas.

Pivetta afirmou que não aceita a situação atual da segurança pública e considera necessário mudar a forma como o Estado enfrenta esses grupos.

Governador cobra mais autonomia para os estados

Pivetta também aproveitou a entrevista para defender mudanças no Plano Nacional de Segurança Pública.

Entre as propostas mencionadas, o governador citou a redução da maioridade penal e a ampliação da autonomia dos governos estaduais.

Segundo ele, as diferenças econômicas, culturais e geográficas entre as regiões brasileiras exigem maior liberdade para os estados desenvolverem suas próprias políticas públicas.

“Nós precisamos ter mais autonomia para os estados. Os estados têm que ter mais autonomia, sim, para desenvolverem suas políticas públicas”, afirmou.

O governador defendeu que a legislação nacional avance nessa direção, mas não anunciou novas contratações, reforço policial ou ampliação de operações vinculadas à proposta de classificação das facções.

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