PF mira extração clandestina de madeira em Terra Indígena Aripuanã. Veja vídeo:

Nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal iniciou a Operação Ankara com o objetivo de coibir a prática de extração clandestina de madeira na Terra Indígena Aripuanã. Localizada em uma região distante de Cuiabá, a operação abrangeu áreas no município de Aripuanã, a 1.002 km da capital mato-grossense, além de Espigão D’Oeste, em Rondônia, e Tocantins, no estado de Minas Gerais.

Via RdNews

Como parte das medidas repressivas, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão. A operação também incluiu o sequestro judicial de bens dos indivíduos investigados, com valores que totalizam aproximadamente R$ 1.256.826,97. Esse montante abrange os custos estimados para a recuperação das áreas que foram degradadas pela atividade ilegal, além dos lucros ilícitos obtidos pelo grupo e movimentações financeiras que estão sob suspeita de envolvimento com a lavagem de dinheiro.

A extração ilegal de madeira em terras indígenas é uma problemática antiga e desafiadora, que compromete a biodiversidade e desestabiliza as comunidades locais. Além de violar os direitos territoriais dos povos indígenas, esse tipo de atividade ilegal impacta negativamente na sustentabilidade ambiental e na conservação da flora local.

Ações como a Operação Ankara são essenciais para combater o ciclo vicioso de exploração ilegal e impunidade. O sequestro de bens, em particular, é uma estratégia que visa não apenas penalizar os responsáveis, mas também recuperar e redirecionar recursos financeiros para a reparação dos danos causados. Esse tipo de medida é um passo crucial para reverter os efeitos nocivos da extração ilegal e restaurar as áreas afetadas.

Essa operação é um lembrete da importância de vigilância constante e de ações enérgicas contra crimes ambientais, que continuam a desafiar as leis de proteção ambiental e os direitos dos povos indígenas no Brasil.

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