Pescadores bloqueiam a Avenida XV de Novembro, em Cuiabá (MT), na manhã desta quinta-feira (11), e provocam forte congestionamento na região central da capital. Os manifestantes ocupam a pista para pressionar autoridades e cobrar o pagamento de salários atrasados. A mobilização reúne trabalhadores que afirmam enfrentar meses de inadimplência e que decidem protestar após sucessivas promessas não cumpridas.
Pescadores afirmam que governo e reunião na ALMT não resolveram impasse
Os pescadores afirmam que participaram de reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde representantes prometeram quitar cinco parcelas em atraso. Eles relatam que o governo inicial fixou prazo de 60 dias para pagamento.
Segundo os manifestantes, os responsáveis pelo acordo estenderam o prazo por mais 15 dias, mas não efetuaram os repasses até a última segunda-feira (08). O grupo afirma que não recebeu nenhuma nova posição oficial após o vencimento.
Trabalhadores relatam 10 meses de salários atrasados e crise familiar
Os pescadores informam que permanecem sem receber salários há cerca de 10 meses. Eles relatam que dependem diretamente desses valores para sustentar famílias e cobrir despesas básicas como alimentação, aluguel e transporte.
Os manifestantes afirmam que crianças enfrentam dificuldades alimentares devido à falta de renda. Eles reforçam que famílias inteiras vivem sob pressão financeira e exigem uma solução imediata para a regularização dos pagamentos.
Trânsito de Cuiabá sofre impacto e agentes atuam no local
Agentes de trânsito atuam na Avenida XV de Novembro para organizar o fluxo de veículos e reduzir riscos de acidentes. Eles orientam motoristas a utilizarem rotas alternativas enquanto a manifestação bloqueia parcialmente a via.
A Prefeitura de Cuiabá acompanha a situação e monitora o impacto no sistema viário. Até o momento, as autoridades não registram confrontos, mas mantêm equipes no local para evitar agravamento do congestionamento.
Os pescadores mantêm o protesto e exigem resposta imediata das autoridades responsáveis. Eles afirmam que continuarão na Avenida XV de Novembro até receberem um posicionamento oficial sobre o pagamento dos salários atrasados.







