A Polícia Civil de Mato Grosso divulgou, nesta quinta-feira (23), os resultados de exames periciais que confirmaram a presença de sêmen no exame vaginal de uma jovem de 21 anos, que denunciou ter sido vítima de estupro. Ela afirmou que o crime ocorreu em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A polícia identificou o principal suspeito como Daferson da Silva Nunes, encontrado morto no dia 22 de outubro, nas proximidades da Estrada da Guia. O caso gerou grande repercussão, envolvendo a investigação criminal e a morte do suspeito.
Detalhes do crime e investigações
A vítima relatou à polícia, após ser atendida na delegacia na terça-feira (21), que um mototaxista, contratado por meio de um aplicativo de transporte, a estuprou. A polícia apontou imediatamente o homem como principal suspeito. No mesmo dia, ele registrou um boletim de ocorrência negando a acusação. No dia seguinte, a história tomou uma reviravolta quando encontraram Daferson morto. A polícia localizou o corpo nas proximidades da cidade e investiga as circunstâncias de sua morte.
Embora o exame pericial tenha confirmado a presença de sêmen, a polícia ainda não conseguiu identificar se o material genético pertence a Daferson, pois o exame de confronto de DNA segue em andamento. A coleta de provas, como o material genético, fortaleceu a acusação de estupro. A delegada responsável pela investigação, Jéssica Cristina de Assis, solicitou imagens de câmeras de segurança na área e preparou o pedido de prisão preventiva do suspeito quando confirmaram sua morte.
Morte do suspeito levanta questões
A Polícia Civil acredita que a morte de Daferson esteja relacionada a uma possível represália de facções criminosas. Eles indicam que integrantes da facção podem ter matado o suspeito como parte de um ajuste de contas, em resposta ao estupro. As investigações continuam, mas o fato de a polícia encontrar o suspeito morto antes do julgamento levanta questões sobre justiça vigilante e o funcionamento do sistema legal no estado.
Perguntas frequentes
Os exames confirmaram a presença de sêmen no corpo da vítima, mas ainda falta a comparação de DNA para identificar se o material é do suspeito.
A polícia encontrou o suspeito morto no dia seguinte ao registro da acusação e investiga se facções criminosas têm relação com sua morte.
Sim, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência e recebeu apoio psicológico e jurídico da delegacia da mulher.



