Um fato atípico acaba de acontecer. Pela primeira vez na história do Brasil, bandidos conseguiram fugir de uma penitenciária federal. O caso ocorreu na unidade de Mossoró (RN), nesta quarta-feira (14), e trata-se do primeiro registro de fuga em um presídio de segurança máxima administrado pelo governo federal.
A inauguração da primeira penitenciária do sistema federal ocorreu em 2006, e atualmente existem cinco dessas unidades espalhadas pelo Brasil. As penitenciárias federais sempre foram conhecidas por sua rigidez e por serem praticamente à prova de fugas. O setor de inteligência detectou a evasão de dois detentos e emitiu um alerta para todos os agentes penitenciários.
Os fugitivos foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, vulgo Querubim, Chapa, Cabeça de Martelo ou Martelo; e Deibson Cabral Nascimento, conhecido como Tatu, Deisinho ou Deicinho. Ambos são do Acre e estavam na penitenciária federal de Mossoró desde 27 de setembro de 2023.
A Polícia Federal (PF) já foi acionada para atuar na captura dos fugitivos e na investigação das responsabilidades pela fuga inédita. A informação de momento é que os dois crimonosos seriam integrantes do Comando Vermelho.
A fuga desafiou a reputação de segurança inabalável das penitenciárias federais brasileiras, consideradas entre as mais seguras e bem-guardadas instalações prisionais do mundo.
A resposta imediata incluiu a mobilização de um grande efetivo da Polícia Federal, junto com forças estaduais e locais, para rastrear e recapturar os fugitivos. Operações de busca estão sendo conduzidas em várias frentes, incluindo barreiras em estradas, verificações em áreas rurais e urbanas, e monitoramento de comunicações para tentar localizar os fugitivos.
Além disso, a fuga levantou questões críticas sobre possíveis falhas de segurança ou procedimentos internos na penitenciária de Mossoró. Autoridades federais prometeram uma investigação rigorosa para identificar como a fuga foi possível e implementar medidas corretivas para prevenir futuras ocorrências.
Este incidente não só ressalta a necessidade de revisão constante e aprimoramento dos protocolos de segurança nas penitenciárias, mas também reforça a importância da cooperação entre diferentes agências de segurança para garantir a segurança pública e a integridade do sistema prisional federal.
Via ComandoGeral









