O pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 34 anos, recebeu uma sentença de 225 anos de prisão. Ele confessou os assassinatos e o estupro de vulnerável de Cleci Calvi Cardoso e suas três filhas, em Sorriso, a 397 km de Cuiabá. O julgamento ocorreu no Fórum de Sorriso nesta quinta-feira (7) e durou 10 horas. O juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal, proferiu a decisão irrevogável.
O crime brutal: mãe e filhas assassinadas
Gilberto foi considerado culpado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio contra Cleci, de 46 anos, e suas filhas Miliane, de 19 anos, Manuela, de 12, e Melissa, de 10. As investigações e as confissões de Gilberto revelaram a brutalidade com a qual ele cometeu os crimes, chocando a população de Sorriso.
Durante o julgamento, o delegado Bruno França, responsável pela investigação, explicou a “tranquilidade assustadora” de Gilberto ao relatar o crime e destacou as inúmeras provas encontradas na casa das vítimas, que comprovam a crueldade do ato.
A perversidade do crime e o apelido “Monstro de Sorriso”
O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino descreveu Gilberto como um “monstro de Sorriso” e pediu aos jurados que considerassem o plano diabólico e cruel do réu. A defesa, representada pelo defensor público Claudiney Serrou, tentou diminuir o peso das acusações, alegando que os exames periciais não comprovaram o estupro em duas das vítimas. No entanto, os jurados mantiveram a condenação, considerando a gravidade dos crimes.
Consequências para Gilberto
Além da pena de 225 anos pela chacina em Sorriso, Gilberto já cumpria uma sentença de 22 anos e sete meses por um crime de estupro e tentativa de feminicídio cometido em Lucas do Rio Verde. Com isso, sua pena total atinge a marca de 247 anos. Embora a pena não seja perpétua, ela reflete a gravidade de seus atos e a resposta do sistema de justiça aos crimes cometidos.
Perguntas frequentes
Gilberto agiu com extrema frieza e confessou os crimes sem remorso, mas os motivos exatos permanecem pouco claros.
Gilberto cumprirá 247 anos de prisão, resultado de condenações por diversos crimes cometidos.
O delegado descreveu Gilberto como “assustadoramente tranquilo” ao relatar os crimes.







