O pastor André Valadão gerou uma onda de controvérsia nas redes sociais após aconselhar os fiéis de sua igreja a não deixarem seus filhos ingressarem na faculdade, sugerindo que seria melhor que vendessem picolés. Durante um culto, Valadão afirmou que se a faculdade fosse prejudicar a vida do jovem, seria melhor evitar a educação superior. Ele alegou que os filhos dos fiéis poderiam “ir para o inferno” caso frequentassem a universidade, e questionou: “Criou sua filha pra quê? Pra virar uma vagabunda? […] Aí ela tem um diploma e é rodada?”.
A reação nas redes sociais foi imediata e negativa. Muitos seguidores de Valadão criticaram suas declarações, considerando-as irresponsáveis e prejudiciais. Comentários como “Esse cara nunca vendeu um picolé” e “Que desserviço” refletem a desaprovação pública. A polêmica levanta questões sobre a influência de líderes religiosos na vida pessoal e educacional de seus seguidores.
André Valadão, que já esteve envolvido em outras controvérsias, lidera a Igreja Batista da Lagoinha em Orlando, nos EUA, desde 2017. Além de pastor, Valadão é conhecido por sua carreira musical e empresarial, tendo lançado diversos álbuns e criado a marca “Fé” para comercializar produtos variados.
A discussão em torno das declarações de Valadão reflete um debate maior sobre o papel da educação superior na formação dos jovens e a influência que figuras religiosas podem exercer sobre suas decisões de vida. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão do pastor, outros ressaltam os perigos de desencorajar a busca pelo conhecimento e pela formação acadêmica.
Este incidente destaca a importância de um diálogo equilibrado sobre a educação e a necessidade de considerar múltiplas perspectivas antes de tomar decisões significativas sobre o futuro dos jovens.



