Passageiro denuncia cobrança de R$10 para usar tomada na rodoviária de Cuiabá; veja vídeo

Vídeo

Na noite de terça-feira, 29 de abril, um passageiro gravou um vídeo dentro da Rodoviária Central de Cuiabá e denunciou uma situação inusitada: os estabelecimentos da praça de alimentação exigem consumo mínimo de R$ 10 para liberar o uso das tomadas. O homem, que precisava apenas carregar o celular para chamar um carro por aplicativo.

“Meu celular descarregou e a única forma de chamar o Uber era carregar aqui. Mas só deixam usar a tomada se eu comprar alguma coisa.”, disse o passageiro, revoltado, enquanto mostrava a placa afixada em frente a uma tomada.

Reforma da rodoviária não garante estrutura para passageiros

Apesar das recentes obras de revitalização na rodoviária, os responsáveis não instalaram tomadas acessíveis ao público em áreas comuns. Os únicos pontos de energia visíveis estavam nas lojas da praça de alimentação, sob controle de comerciantes que condicionam o uso à realização de compras.

O passageiro percorreu o local em busca de alternativas, mas não encontrou outra forma de recarregar o celular sem consumir. A falta de infraestrutura básica em um local com intenso fluxo de pessoas evidenciou o descaso com os direitos dos usuários.

Prefeitura ainda não se pronunciou

Até o momento, a Prefeitura de Cuiabá e a concessionária da rodoviária não divulgaram notas sobre o caso. O episódio escancara a urgência de repensar o modelo de concessão e a fiscalização dos serviços públicos na capital.

Enquanto isso, milhares de passageiros seguem dependendo de celulares para mobilidade, comunicação e segurança — mas, em Cuiabá, nem carregar o aparelho está garantido sem custo.

É legal cobrar para usar tomada em local público?

Não. Cobrança indireta em espaços públicos pode configurar venda casada, prática proibida por lei.

A rodoviária de Cuiabá tem tomada gratuita?

Atualmente, não. As tomadas disponíveis estão em lojas que exigem consumo mínimo.

Posso denunciar a cobrança para usar tomada?

Sim. Você pode acionar o Procon ou a Ouvidoria da ANTT.

Mhylenna

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