Parajiujitsu floresce em Mato Grosso e ganha dimensão global; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

O Brasil está passando por uma revolução esportiva com a ascensão do Parajiujitsu, modalidade que combina o jiu-jitsu adaptado com inclusão social e desempenho atlético. Em Mato Grosso, especialmente em Barra do Garças, essa iniciativa tem ganhado impulso institucional e visibilidade nacional. O que era projeto local agora se estrutura para alcançar o mundo, com suporte governamental e estratégias bem definidas.

A nova fase do Parajiujitsu se apoia em três pilares fortes: o esportivo, que visa alcançar reconhecimento olímpico; o saúde, ligado à reabilitação e autonomia de pessoas com deficiência; e o acadêmico, que almeja integrar prática, pesquisa e formação. Nesse contexto, Mato Grosso quer se consolidar como foco de políticas inclusivas no esporte.

Como o esporte pode transformar vidas

Mais do que lutas no tatame, o Parajiujitsu atua como ferramenta de reabilitação e empoderamento. Para muitos praticantes com deficiências físicas ou intelectuais, a modalidade representa oportunidade de reconquistar movimento, fortalecer a autoestima e construir redes de apoio. Ao praticar, atletas desenvolvem coordenação motora, resistência e integração social — elementos essenciais não apenas no esporte, mas no dia a dia.

Essa dimensão terapêutica é reforçada por entidades que promovem o jiu-jitsu paradesportivo. O Parajiujitsu é praticado em diversas classes funcionais, que classificam os atletas de acordo com limitações motoras e cognitivas, garantindo disputas justas e adaptadas. A Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FBJJP) regula essas categorias e padroniza normas para competições nacionais e internacionais.

De Barra do Garças para o mundo

Barra do Garças é uma espécie de laboratório para o Parajiujitsu no Brasil. Foi ali que a ideia ganhou estrutura e visibilidade local, contando com apoio do governo de Mato Grosso e de lideranças políticas. Agora, o foco é muito maior: avanços internacionais. Paratletas mato-grossenses já lideram delegações em mundiais de jiu-jitsu, com participação em eventos na Tailândia e nos Emirados Árabes Unidos. Mato Grosso conquistou dezenas de vagas para atletas em campeonatos importantes — o Estado desponta como referência nacional.

O apoio institucional é uma mola propulsora. A embaixadora mundial proposta para o Parajiujitsu em Mato Grosso, a primeira-dama Virginia Mendes, articula recursos e visibilidade. Já o secretário estadual de esportes, ex-atleta olímpico, atua para consolidar infraestrutura que torne o Estado um polo de inclusão por meio do esporte.

Desafios e expectativas no horizonte

Apesar do avanço, o Parajiujitsu ainda precisa lidar com obstáculos. A captação de recursos, a formação de técnicos qualificados e a manutenção de centros de treinamento são temas pendentes. A disseminação para outras regiões do Brasil exige logística, adaptação cultural e sensibilização de comunidades.

Outro ponto de atenção é garantir reconhecimento nos circuitos paralímpicos e esportivos internacionais. Para isso, será preciso consolidar resultados expressivos em competições e fortalecer a base científica que comprove os benefícios da prática.

Perguntas e respostas

Parajiujitsu é reconhecido oficialmente como paradesporto?
Sim — o jiu-jitsu paradesportivo tem entidade reguladora nacional (FBJJP) e já opera com categorias funcionais adaptadas.

Mato Grosso já teve destaque internacional?
Sim — paratletas de MT lideram delegações brasileiras e conquistaram vagas para mundiais no exterior.

Quem lidera o movimento no estado?
Virginia Mendes (embaixadora) e o secretário de esportes são peças centrais para estruturação e visibilidade.

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