A classificação do Palmeiras às oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior não veio acompanhada de aplausos internos. Após o empate por 3 a 3 no tempo normal e vitória nos pênaltis por 3 a 2 sobre o Vitória, na noite de terça-feira (13), na Arena Barueri, o coordenador da base alviverde, João Paulo Sampaio, usou as redes sociais para criticar duramente a atuação do time.


“Nunca gostei de ganhar na base sem merecer”, escreveu Sampaio. O dirigente reconheceu o esforço do adversário baiano e elogiou a torcida, mas deixou clara sua insatisfação com o comportamento da equipe em campo.
Espírito de mata-mata e entrega em xeque
Além do desempenho técnico, o coordenador da base questionou a postura dos jovens atletas. Segundo ele, faltou intensidade e comprometimento durante os 90 minutos — aspectos cruciais em jogos eliminatórios. “Falo sobre merecimento, entrega, espírito de mata-mata. Plantar bem para aprender que no profissional não tem meio-termo”, alertou.
A declaração pública chama atenção pelo momento: mesmo com a vaga garantida, o recado é claro — a formação vai além de resultados. A cobrança por comportamento e maturidade reforça o discurso do Palmeiras sobre formar atletas prontos não só tecnicamente, mas também mentalmente.
Polêmicas de arbitragem inflamam o debate
A partida foi cercada de controvérsias. O Palmeiras teve um gol irregular validado e viu um pênalti a favor do Vitória ser anulado — tudo sem a presença do VAR, como é padrão na Copinha. Apesar disso, Sampaio evitou responsabilizar a arbitragem, mantendo o foco na autocrítica.
Perguntas e respostas:
Raramente. Por isso, o desabafo ganhou destaque.
Sim, críticas assim sinalizam que desempenho é mais importante que placar.
Sim, mas com o alerta ligado para ajustes urgentes.









