Na tarde desta segunda-feira (1° de abril), pais de crianças com deficiências organizaram uma carreata na avenida do CPA, em Cuiabá, expressando seu descontentamento com os serviços prestados pela Unimed Cuiabá, operadora de saúde privada. Os manifestantes protestaram contra a interrupção abrupta dos tratamentos de seus filhos, alegando falta de pagamento às clínicas conveniadas e o descumprimento de decisões judiciais.
Entre as principais reivindicações estavam a luta contra a coparticipação considerada abusiva, a interrupção dos tratamentos nas clínicas onde estavam sendo realizados, e a exigência pelo cumprimento de decisões judiciais que garantem o tratamento adequado. Cartazes e faixas com mensagens como: “Unimed terrorista”, “Tratamento não é luxo”, “Pacientes pedem socorro”, “Não aguentamos mais terrorismo psicológico”, “A Falta de tratamento é risco de vida”, “Socorro ANS”, “Unimed lucra em cima da vida” e “Cumpra liminar, Unimed!” destacaram-se na manifestação.
No alto-falante, uma mãe clamava por socorro: “Para ter autonomia, para ter independência, socorro. Nós não pedimos para sermos pais e mães de crianças com deficiência, mas temos o orgulho dos nossos filhos, e pedimos tratamento para que eles evoluam”.
Especificamente, pais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denunciaram que a Unimed suspendeu os tratamentos após a inauguração de uma nova clínica da cooperativa, destinada a tratar todos os níveis de autismo. Acusam a operadora de saúde de reduzir custos à custa da exclusão de crianças que possuem decisões judiciais favoráveis, mesmo diante de um cenário onde muitas ainda aguardam por tratamento.
Uma mãe, mantendo seu anonimato, compartilhou sua frustração, sentindo-se refém da Unimed em sua luta para assegurar o direito ao tratamento do filho autista. Ela expressou preocupação com os acordos estabelecidos entre a Unimed e as clínicas de acompanhamento multidisciplinar, sugerindo que a operadora estaria impondo valores para a carga horária dos profissionais, impactando a qualidade e continuidade dos tratamentos.
Via VGN









