Na última segunda-feira (04), Rodolfo Pedon, empresário de Alta Floresta (771 km de Cuiabá), usou as redes sociais para denunciar um exercício de matemática aplicado aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Jardim das Flores. O conteúdo, segundo ele, continha teor sexual e era totalmente inadequado para crianças de aproximadamente 10 anos.
Reprodução: Rodolfo Pedon pic.twitter.com/qqAEzhlHQ0
— Perrengue2 (@perrengue2025) August 6, 2025
O exercício de porcentagem trazia a seguinte questão: “Se uma pessoa usa preservativos em 80% das relações sexuais, e tem 10 relações sexuais por mês, quantas vezes ela usou preservativo?”
A postagem causou grande repercussão. Rodolfo, visivelmente indignado, gravou um vídeo no qual afirmou: “Estou atônito em como uma pessoa tem capacidade de falar de quantidade de relações sexuais, de uso de preservativo ou não, para uma criança de 10 anos”.
Família não estava preparada para o tema
O empresário também relatou o desconforto familiar gerado pela exposição precoce ao tema. “Nós, pais, não nos preparamos para falar sobre isso com nossa filha, e agora somos obrigados a tratar desse conteúdo precoce porque um professor decidiu assim”, explicou. Segundo ele, a situação se tornou ainda mais complicada pela falta de preparo para abordar o assunto de maneira adequada.
Rodolfo anunciou que apresentará uma denúncia ao Ministério Público contra o professor responsável pela atividade e contra o diretor da escola. “A que ponto ideológico idiota chegou o nível de ensino em Alta Floresta? Isso não vai ficar assim”, afirmou.
Educação sexual: um tema delicado para pais e escolas
Esse incidente revela um desafio constante das escolas em balancear a educação e os valores familiares. Por um lado, há quem defenda que o conhecimento sobre sexualidade é essencial para a proteção das crianças. Por outro, muitos pais e responsáveis acreditam que a escola deve respeitar a faixa etária e o momento adequado para abordar esses temas.
Perguntas frequentes
O conteúdo foi considerado inadequado para crianças de 10 anos, causando desconforto entre pais e familiares.
A questão envolvia o uso de preservativos em relações sexuais, com cálculos sobre porcentagem e número de relações.
Ele pretende denunciar o professor e o diretor da escola ao Ministério Público, buscando responsabilização.









