O Mercosul e a União Europeia assinaram, em 17 de janeiro de 2026, um acordo histórico de livre comércio. A cerimônia ocorreu em Assunção, no Paraguai, no mesmo local onde foi firmado o Tratado de Assunção de 1991, marco da criação do Mercosul. O gesto simbólico reforçou a dimensão política e econômica do entendimento entre os dois blocos.
O acordo prevê a redução de tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral. Com isso, será criada uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado estimado em 22 trilhões de dólares.
Um tratado que amplia mercados e oportunidades
A abertura comercial entre Mercosul e União Europeia amplia o acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu. Para o Brasil, o impacto tende a ser significativo, sobretudo no setor agrícola. Carnes, grãos, açúcar e outros produtos nos quais o país possui alta competitividade ganham novas oportunidades de exportação.
Além do comércio de bens, o acordo também cria um ambiente mais favorável para investimentos estrangeiros. Empresas europeias passam a ter regras mais claras para atuar nos países do Mercosul, enquanto companhias sul-americanas ganham maior previsibilidade para expandir operações no mercado europeu.
Benefícios econômicos e ganhos estratégicos
Especialistas apontam que o tratado pode contribuir para o crescimento econômico dos países envolvidos ao estimular a integração produtiva. A redução de barreiras tende a diminuir custos, aumentar a competitividade e diversificar parceiros comerciais.
Para o Brasil, o acordo é visto como uma forma de reduzir dependência de mercados específicos e ampliar sua presença em cadeias globais de valor. A expectativa é de que setores industriais também se beneficiem, especialmente aqueles com maior valor agregado.
Desafios internos e necessidade de adaptação
Apesar das vantagens, o acordo impõe desafios. A maior entrada de produtos europeus pode aumentar a concorrência em setores sensíveis da economia brasileira, incluindo segmentos da agricultura e da indústria. Isso exige políticas de adaptação e modernização para evitar perdas de competitividade.
O Brasil foi representado na cerimônia pelo chanceler Mauro Vieira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento. Antes de entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países do Mercosul e da União Europeia, etapa considerada decisiva.
Perguntas e respostas
Quando o acordo começa a valer?
Após a ratificação pelos parlamentos dos dois blocos.
O Brasil será o principal beneficiado?
O país tende a ganhar destaque, mas os efeitos variam por setor.
Produtos europeus ficarão mais baratos?
A redução de tarifas pode diminuir preços em alguns segmentos.








