Ouro, queda e dólar movimentaram o mercado nesta terça-feira (31/3).
O metal subiu no dia, mas caminha para forte perda mensal.
Investidores migraram para o dólar em meio à tensão no Oriente Médio.
O ouro subiu nesta terça-feira (31/3), mas seguiu pressionado por uma forte queda acumulada no mês. O movimento foi influenciado pela busca de investidores por segurança no dólar diante da guerra no Oriente Médio, que aumentou os temores de inflação e de medidas econômicas mais duras.
O preço à vista do ouro registrou alta de 0,9%, chegando a US$ 4.550,68 por onça nas primeiras horas do dia. Já os contratos futuros para entrega em abril avançaram 0,5%, atingindo US$ 4.580,70.
Queda histórica chama atenção
Mesmo com a alta pontual, o ouro acumulou queda superior a 13% no mês. O desempenho colocou o metal no caminho da maior perda mensal desde outubro de 2008.
A queda acendeu um alerta entre investidores, já que o ouro costuma ser visto como um ativo seguro em momentos de crise.
Dólar ganha força no cenário global
Investidores direcionaram recursos para o dólar, considerado mais seguro neste momento. A tensão no Oriente Médio aumentou a incerteza econômica e reforçou essa movimentação no mercado financeiro.
O cenário também elevou as expectativas de respostas mais agressivas na política monetária, o que impactou diretamente o comportamento do ouro.
Histórico recente ainda mostra alta
Apesar da forte queda no mês, o ouro ainda acumula alta de cerca de 5% no trimestre. O metal chegou a atingir um recorde histórico de US$ 5.594,82 em 29 de janeiro.
Atualmente, o preço está cerca de 18,70% abaixo desse pico, refletindo a volatilidade recente do mercado.
Perguntas e respostas
Porque investidores migraram para o dólar, que está sendo visto como opção mais segura no momento.
Fatores como inflação, guerras e decisões econômicas globais impactam diretamente o valor.
Indica maior risco no curto prazo, mas também pode representar oportunidade dependendo da estratégia.





