Os fortes temporais que atingem o Chile desde a última semana já deixaram dez mortos e mais de 100 mil pessoas isoladas, segundo balanço divulgado pelo governo nesta segunda-feira (21). Diante da gravidade da situação, o presidente José Antonio Kast decretou estado de exceção constitucional por catástrofe e declarou zona de desastre na região de Coquimbo e na província de Huasco, em Atacama. As equipes de resgate seguem mobilizadas para atender as áreas mais afetadas.
As chuvas começaram na última quarta-feira (15) e provocaram enchentes, deslizamentos, erosão e bloqueios em diversas rodovias. Em Coquimbo, região mais atingida até o momento, cinco pessoas morreram. As Forças Armadas do Chile atuam desde os primeiros dias da emergência para realizar resgates, distribuir ajuda humanitária e prestar apoio às comunidades isoladas.
Governo amplia medidas para enfrentar a tragédia
Ao anunciar o estado de catástrofe, o presidente José Antonio Kast afirmou que todos os recursos materiais e financeiros do governo foram disponibilizados para enfrentar a emergência.
Segundo ele, o agravamento das chuvas e os danos provocados à infraestrutura exigiram medidas excepcionais para acelerar os atendimentos e garantir assistência às regiões afetadas.
As autoridades continuam monitorando a evolução do cenário.
Estradas interditadas dificultam resgates
O ministro de Obras Públicas e Transportes, Louis de Grange, classificou a situação como extremamente crítica.
Segundo ele, várias rodovias permanecem interditadas devido à erosão do solo, alagamentos e danos estruturais causados pelas fortes chuvas.
Com isso, equipes de emergência enfrentam dificuldades para chegar a diversas localidades isoladas.
Forças Armadas reforçam operações
Militares seguem atuando em conjunto com equipes de resgate e órgãos de proteção civil nas regiões afetadas.
Além das operações de salvamento, as equipes distribuem ajuda humanitária e trabalham para restabelecer o acesso às comunidades atingidas.
Enquanto isso, as autoridades continuam contabilizando os prejuízos provocados pelos temporais e monitoram o risco de novos deslizamentos e inundações.
O governo chileno ainda não divulgou uma estimativa oficial dos prejuízos econômicos causados pelo desastre. As operações de emergência continuam em diferentes regiões do país, enquanto milhares de moradores aguardam a liberação de estradas e a normalização dos serviços básicos. A expectativa das autoridades é de que novas avaliações sejam realizadas nos próximos dias para medir a extensão dos danos e definir as próximas ações de recuperação.



